… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

14 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
14 de dezembro
“ ... Para a Minha glória, os formei, e também os fiz.” (Is 43:7, ARC, Pt)

Uma das grandes tragédias da nossa existência é ver como tantos homens e mulheres desperdiçam as suas vidas. O homem, depois de tudo, foi feito à imagem e semelhança de Deus. Foi destinado para um trono e não a um tamborete. Foi criado para ser representante de Deus e não para ser um escravo do pecado. Em resposta à pergunta: “Qual é o fim principal do homem?” O Catecismo Menor recorda-nos que: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e desfrutar dEle para sempre.” Se não compreendermos isto, não entendemos nada.

J. H. Jowett chora ao dar-se conta de que o proceder de muita gente através dos anos “não é tanto o andar de um homem, mas o andar de uma ameba”. Lamenta-se ao ver os homens que se malbaratam até chegarrem a ser tão somente “oficiais de segunda classe em empresas transitivas.” Nota com tristeza o epitáfio de alguém que “nasceu homem e morreu comerciante.”

F. W. H. Meyers vê tranquilamente a humanidade à distância e escreve:

Vejo o rebanho, tão só como almas,
Atados, os que deveriam vencer,
Escravos, os que deveriam ser reis,
Escutando a sua única esperança com uma oca admiração,
Tristemente satisfeitos das coisas com uma demonstração.

Quando Watchman Nee era jovem, comovia-se ao ver os criativos dons humanos esbanjados por um patrão avaro... numa das oficinas onde se pintava com laca, numa rua da velha cidade, trabalhava um artesão anónimo que já tinha empregue seis anos trabalhando em três painéis de madeira dum biombo de quatro painéis, esculpindo na madeira natural um relevo de flores brancas contra a superfície negra laqueada. Por isso, o proprietário da oficina pagava-lhe oito centavos por dia, sem importar: “se chovia, se fazia Sol,  se era dia de festa ou se rebentava uma revolução”, mais arroz e legumes e uma esteira para ele dormir.

Mas uma vez, havendo ele perdido a destreza para fazer este trabalho delicado, apenas pôde fazer somente dois destes biombos porque os seus olhos e nervos lhe falhavam e ele foi lançado com os mendigos.

A tragédia da vida no dia de hoje é que os homens não apreciam a sua alta vocação. Vão pela vida aferrando-se ao subordinado. Arrastam-se em lugar de voar. Como alguém já disse, escavam no monte de lixo, sem se advertirem do anjo que por cima deles lhes oferece uma coroa. Passam o seu tempo ganhando para viver, em vez de ganharem uma vida.

Actualmente muitos estão preocupados com o dano que se causa aos recursos naturais, mas jamais pensam na perda ainda maior dos recursos humanos.

Numerosos grupos fazem campanhas para salvar as espécies de pássaros, de animais e de peixes que estão em perigo de extinção, mas não se comovem ao ver como as pessoas esbanjam a sua vida. Uma vida humana vale muito mais do que o mundo inteiro. Desperdiçar essa vida é uma tragédia inexprimível. Uma mulher disse: “Tenho setenta anos e não tenho feito nada com a minha vida.” Há alguma coisa mais trágica do que isto?




Tradução de Carlos António da Rocha



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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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