… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

14 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
14 de dezembro
“Vão indo de força em força.” (Sl 84:7, ARC, Pt)

“Vão indo de força em força.” Há várias traduções destas palavras, mas todas contêm a ideia de progresso.



A tradução da nossa versão é suficiente para nós esta manhã. “Vão indo de força em força”, quer dizer, fortalecer-se-ão mais e mais. Normalmente, se caminharmos, vamos da fortaleça para a debilidade; começamos, descansados e com boa disposição, mas, em seguida, o caminho apresenta-se acidentado, o Sol queima e sentamo-nos junto ao caminho. Momentos depois, prosseguimos penosamente o nosso fatigante caminho. Porém, o Peregrino Cristão, que obteve novas provisões de graça, está tão vigoroso depois de vários anos de fatigante viagem, como quando começou. Possivelmente, ele pode não estar tão animado, nem seja tão fervoroso e decidido no seu zelo como o era noutros tempos, mas, entretanto, é muito mais forte em tudo aquilo que constitui um poder real; e, ainda que, viaje mais lentamente, viaja, não obstante, com maior segurança. Alguns veteranos encanecidos têm sido tão firmes em reter a verdade e tão zelosos em difundi-la como o eram nos seus dias de mocidade. Mas, ai! Temos de confessar que nem em todos os casos foi assim, pois o amor de muitos resfria-se e a iniquidade abunda, mas isto deve-se ao pecado deles e não à promessa que continua com toda a sua força: “Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Os espíritos que se consomem, que se detêm e que se afligem sobre o futuro, eles dizem “Ai! Ai de mim! Iremos de aflição em aflição.” É verdade! Oh homem de pouca fé, mas, então, também tu irás de força em força. Nunca acharás um fardo de aflição que não esteja em ligação estreita com a graça competente. Deus dar-nos-á a força suficiente para levarmos os fardos da aflição.



Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: