… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

15 de dezembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de dezembro
“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Sl 126:5-6, ARC, Pt)

No Salmo 126 os filhos do Israel rememoram o tempo da sua volta à sua Terra depois do seu cativeiro em Babilónia. Era como se estivessem num mundo de sonho, cheio de risos e de cantos. Até os seus vizinhos pagãos comentavam as grandes coisas que o Senhor tinha feito pelo Seu povo.

Agora que estavam de retorno à sua própria terra, deviam começar a semear o campo. Mas isto levantava-lhes um problema pois haviam trazido com eles somente uma quantidade limitada de grãos. Podiam usá-los como comida, de epois de tudo, não havia colheitas no campo que recolher ou podiam usá-los como semente, semeando-a, com a esperança de uma colheita abundante nos dias futuros. Se decidiam usar a maior parte do grão como semente, significava que teriam que viver frugalmente e com sacrifício até o tempo da colheita. Decidiram-se por  esta última alternativa.

Enquanto o semeador caminhava pelos seus campos, afundava as suas mãos na semente e espalhava-a nos sulcos abertos da terra, derramando lágrimas ante a ideia das privações que ele e a sua família teriam de padecer até ao tempo da colheita.

Mas mais tarde, quando os campos transbordaram com grão dourado, as suas lágrimas tornaram-se em gozo, à medida, que levava para o celeiro os grãos amadurecidos. Todos os sacrifícios da sua família teriam sido ricamente recompensados.

Podemos pensar nisto em relação à maneira como administramos as coisas materiais. O Senhor confiou a cada um de nós uma quantidade limitada de dinheiro. Podemos gastá-la em nosso próprio benefício e comprando tudo aquilo que os nossos corações desejam, ou podemos viver sacrificadamente investindo na obra do Senhor, na obra pioneira no nosso país, no campo missionário, na literatura cristã, nos ministérios da nossa Igreja local, e em muitas outras formas de actividade evangelística. Neste caso significaria escolher um nível de vida modesto, de modo que o resto todo que não é essencial para a vida diária é para a obra do Senhor. Significa viver com um pressuposto restringimento para que as almas não pereçam pela falta do Evangelho.

Porém,  qualquer destes sacrifícios não serão dignos de menção quando chegar o tempo da colheita, quando virmos homens e mulheres no Céu como resultado de nossa vida sacrificada. Uma pessoa salva do Inferno converte-se num adorador do Cordeiro de Deus por toda a eternidade, e isto merece qualquer sacrifício que possamos fazer agora.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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