… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

16 de dezembro

C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

16 de dezembro
“Vinde a mim.” (Mt 11:28, ARC, Pt)

O rogo da religião Cristã está encerrado nesta doce palavra: “Vinde.” A lei judaica diz duramente: “Vê, e olha bem por onde caminhas; se quebrantas os mandamentos, perecerás; se os guardas, viverás.” A lei era uma dispensação de terror que atraía os homens com castigos, mas o Evangelho atrai-os com cordas de amor. Jesus é o bom Pastor que vai diante das Suas ovelhas, rogando-lhes que O sigam e atraindo-as com este cativante convite: “Vinde”. A lei afasta, o Evangelho atrai. A lei mostra a distância que há entre Deus e o homem; o Evangelho põe uma ponte sobre aquele espantoso precipício, e persuade o pecador a que a atravesse.

Desde o começo da tua vida espiritual até que entres na glória, Cristo dir-te-á: “Vinde, vinde a Mim.” Jesus é como uma mãe que estende o seu dedo para o seu filhinho e convida-o a caminhar, dizendo-lhe: “Vem,” de modo igual faz Jesus. Ele vai sempre diante de ti, rogando-te que O sigas como o soldado segue o seu capitão. Jesus irá sempre diante de ti para te abrir o caminho e tirar os estorvos do teu carreiro, e ouvirás a Sua voz animadora que te convida a segui-Lo durante toda a tua vida. E, na solene hora da morte, estas serão as Suas amorosas palavras, com as quais, Ele te introduzirá no mundo celestial: “Vinde, benditos de Meu Pai.”

Ou melhor, além disso, este convite que Cristo te faz a ti, será (se tu és crente) o convite que tu farás a Cristo: “Vem! Vem!” Tu estarás anelando pela Sua segunda vinda; tu estarás dizendo continuamente: “Ora vem Senhor Jesus!” Ansiarás por ter uma comunhão mais íntima com Ele. Quando a Sua voz te diga “Vem”, tu responder-Lhe-ás: “Vem, Senhor, habita em mim. Vem, ocupa Tu sozinho o trono do meu coração; reina nele sem rival, e consagra-me inteiramente ao Teu serviço.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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