… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

16 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
16 de dezembro
“Nem tu as ouviste, nem tu as conheceste, nem tampouco desde então foi aberto o teu ouvido.” (Is 48:8, ARC, Pt)

É penoso recordar que, em certo grau, esta acusação pode ser feita aos crentes, que, em certa medida, são, muito frequentemente, espiritualmente insensíveis. Bem podemos nós lamentarmo-nos a nós mesmos de que não ouvimos a voz de Deus como devemos: “Nem tu as ouviste.” Há na alma impulsos suaves do Espírito Santo que são despercebidos por nós; há sussurros de algum mandamento divino e de amor celeste que tampouco são despercebidos pelos nossos lentos entendimentos. Ai! Nós temos sido descuidadamente ignorantes. O versículo diz: “Nem tu as conheceste.” Há matérias no âmbito das quais nós as devíamos ter observado, corrupções que têm feito progressos não notados; doces afetos despercebidos por nós, que, como flores, estão sendo crestadas pela geada; vislumbres do divino rosto que teríamos podido ver se não tivéssemos fechado com parede as janelas da nossa alma. Mas nós, “não conhecemos.” Quando pensamos nisto, nós sentimo-nos profundamente humilhados em nós mesmos. Como devemos glorificar a graça de Deus, à medida que aprendemos, pelo contexto, que toda esta insensatez e ignorância da nossa parte foi conhecida de antemão pelo nosso Deus, e, que, apesar dessa presciência, ainda Lhe agradou tratar connosco numa relação de graça! Admiremos a maravilhosa soberania da graça que pôde escolher-nos apesar disto! Maravilhemo-nos do preço pago por nós quando Cristo soube o que íamos ser! Aquele que pendeu da cruz previu-nos como incrédulos, apóstatas, frios de coração, indiferentes, descuidados, frouxos na oração, e, apesar de tudo, Ele disse: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador … Enquanto foste precioso aos meus olhos, também foste glorificado, e Eu te amei, pelo que dei os homens por ti, e os povos, pela tua alma.”



Oh, redenção, como tu brilhas maravilhosamente, quando nós pensamos quão malvados somos! Oh, Espírito Santos, dá-nos de aqui em diante um ouvido que ouça e um coração que entenda!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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