… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 18 de dezembro de 2016

18 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
18 de dezembro
“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isa 5:20, ARC, Pt)

Deus pronuncia um ai sobre aqueles que invertem os valores morais, tornando o pecado respeitável e sugerindo que a pureza é menos do que desejável. Herbert Vander Lugt citava três ilustrações contemporâneas de como os homens tentam forçar as distinções morais. «Primeiro, li um artigo que tratava ligeiramente os péssimos resultados da pornografia, mas que deplorava a “atitude puritana dos religiosos.” Segundo, topei-me com o relato num periódico que falava de um grupo de pais preocupados que tentavam tirar do seu posto de trabalho uma professora solteira grávida. O escritor descrevia-a como uma boa pessoa, enquanto que se referia às mães e aos pais como vilãos [1]. Terceiro, observei como um convidado dum programa de televisão defendia o rock duro, a bebedeira e o uso de drogas num concerto no qual vários jovens morreram. Acusava como os causadores dos nossos problemas sociais `aqueles indivíduos que não gostavam deste tipo de reuniões.»

Desejo sugerir duas razões que explicam porque estamos sendo testemunhas de uma onda crescente de mudanças morais. Em primeiro lugar, as pessoas abandonaram os absolutos morais que se encontram na Bíblia. Agora, a moralidade é assunto da própria interpretação. Em segundo lugar, quanto mais rédea solta se dá ao pecado, mais eles se sentem obrigados a justificar o pecado como uma conduta legítima, defendendo-se desta maneira.

Alguns dos que encontram dificuldade em justificar o pecado recorrem, por outro lado, a argumentos ‘ad nomeiem’, isto é, atacam o carácter do oponente em vez de responder aos seus argumentos. Deste modo, nas ilustrações antes citadas, os libertários atacavam a “atitude puritana dos religiosos”, apresentavam os pais como vilãos e culpavam dos problemas sociais as pessoas que falavam claramente contra a bebedeira, as drogas e um concerto de rock no qual vários jovens morreram.

Além daqueles que invertem as distinções morais, existem, também, os que sentem prazer em turvá-las. Infelizmente um grande número destes são líderes religiosos. Em vez de trazer à luz o lado bíblico e chamar os pecados pelos seus nomes, andam com muito sigilo pelas ramas, dando a entender que, depois de tudo, não são tão maus. Segundo eles, a bebedeira é uma enfermidade. A perversão é um estilo de vida alternativo. O sexo fora do matrimónio é plausível se este for aceitável culturalmente. Os abortos, a nudez pública e a prostituição são direitos pessoais que não devem restringir-se.

Semelhante pensamento confuso deixa a descoberto uma grave ausência de inteligência moral. Estes argumentos perversos são mentiras do Diabo que no final afundam os homens na perdição.


[1] Singular:vilão; plural: vilões/vilães/vilãos
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=lemma&lemma=70649&highlight=^vil%E3o$

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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