… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

2 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
2 de dezembro
“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.” (Ef 5:19, ACF)


O cantar neste versículo está relacionado com o facto de se estar cheios do Espírito, como se o canto fosse um dos resultados certos do estar-se cheios. Provavelmente isto se deva a que quase todos os grandes avivamentos da história tenham ido acompanhados pelo canto. O aviamento galês foi um exemplo notável.



Ninguém tem tanta razão para cantar como os cristãos, e ninguém tem como eles uma herança tão rica em salmos, hinos e cantos espirituais. Os nossos hinos expressam com linguagem majestosa o que tão frequentemente sentimos mas não podemos expressar. Alguns hinos manifestam ideias que podem estar além da nossa própria experiência, são hinos de compromisso total, tais como o hino: “Todo a Cristo eu me rendo.” Em casos como este podemos cantá-los como a aspiração dos nossos corações.



Quando cantamos espiritualmente, o que conta não é o ritmo, a melodia ou a harmonia. O importante é que a mensagem saia do coração e suba até Deus no poder do Espírito Santo. Mary Bowley expressou bem esta verdade nas seguintes linhas:



“Senhor, sabemos que não importará

Quão doce possa ser a canção;

Se o Espírito ensinar o coração

Então dele, melodia para Ti sairá.”



O Espírito de Deus pode usar o canto assim como utiliza a pregação da Palavra. A mãe de Grattan Guinness escutou um granjeiro que cantava enquanto cultivava o seu campo e decidiu não se suicidar, afogando-se no rio. O Dr. Guinness dizia mais tarde: “Tudo o que sou para Deus, devo-o a um humilde camponês cristão que cantava louvores ao Senhor enquanto fazia o seu trabalho.”



Aqueles que se ocupam no ministério da música cristã têm de guardar-se de dois perigos. Um, é o perigo que o ‘eu’ cresça. Como acontece com outras formas do ministério público, é fácil embarcar-se numa gigante viagem do ego. Sempre está latente a tentação de tratar de impressionar as pessoas com o próprio talento em vez de cantar-se para a glória de Deus e para a bênção do Seu povo.



O outro perigo é o de entreter em vez de edificar. É de todo possível cantar as letras com grande habilidade musical e contudo não fazer chegar a mensagem aos corações dos ouvintes. Também é possível entusiasmar emocionalmente as pessoas com cantos que são insubstanciais, frívolos e totalmente indignos do Senhor, ao Qual amamos.



As diversas culturas têm diferentes gostos musicais, mas em todas as culturas os cantos devem ser doutrinalmente sãos, uniformemente reverentes e espiritualmente edificantes.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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