… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

2 de dezembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
2 de dezembro
“Tu és toda formosa, meu amor.” (Ct 4:7, ARC, Pt)

A admiração que o Senhor sente pela Sua Igreja é muito maravilhosa, e a Sua descrição da beleza dela é muito veemente. Ela não só é formosa, mas também é “toda formosa.” Ele olha-a em Si mesmo, lavada no Seu sangue expiatório e vestida com a Sua justiça meritória, e Ele considera-a cheia de graça e de formosura. Não há por que admirar que seja assim, pois o que Ele admira é apenas a perfeição da Sua própria perfeita excelência, visto que a santidade, a glória e a perfeição da Sua Igreja, não são outra coisa que os Seus próprios vestidos colocados sobre a Sua bem-amada esposa. A Igreja não é simplesmente pura e bem formada, ela é positivamente atractiva e formosa! Tem um mérito real! As deformidades, que o pecado lhe produziu, foram tiradas; mais até, ela obteve, por meio do seu Senhor, uma justiça meritória, pela qual lhe foi conferida uma beleza real. Os crentes têm uma justiça positiva, que foi lhes dada quando chegaram a ser “agradáveis a si no Amado” (Ef 1:6). A Igreja não é simplesmente formosa, ela é extremamente formosa. O Seu Senhor chama-a “Ó mais formosa entre as mulheres.” Ela tem uma dignidade real e uma excelência que não podem ser rivalizadas por nenhuma nobreza ou realeza do mundo. Se Jesus tivesse oportunidade de trocar a Sua noiva eleita por todas as rainhas e imperatrizes da Terra ou até pelos anjos do Céu, Ele não o faria, pois Ele considera-a como a “mais formosa entre as mulheres.” À semelhança da Lua, ela ultrapassa em brilho as estrelas. Jesus não se envergonha de emitir esta opinião sobre a noiva, e Ele convida todos os homens a que a ouçam. Ele coloca um “Eis que” diante dessa opinião, para chamar e fixar a atenção. “Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa” (Ct 4:1). Ele publica agora a Sua opinião aos quatro ventos, e um dia, do trono da Sua glória, Ele manifestará esta verdade diante de todo o universo reunido. “Vinde, benditos de meu Pai” (Mt 25:34, ARC, Pt) será a Sua solene confirmação da beleza da Sua eleita.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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