… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

21 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
21 de dezembro
“Também te vesti de bordadura, e te calcei com pele de texugo, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda.” (Ez 16:10, ARC, Pt)

OLHA com que incomparável generosidade o Senhor provê de vestes os Seus! Estes estão tão bem adornados que quase se observa a divina perícia produzindo um bordado sem igual, no qual todos os atributos têm a sua parte, e no qual toda a beleza divina é revelada. Nenhuma arte pode comparar-se à arte exibida na nossa salvação; nenhum hábil trabalho é igual ao que se vê na justificação dos santos. A justificação tem monopolizado as plumas eruditas da Igreja de todos os séculos, e será o tema admirado na eternidade. Na verdade, Deus “fez essa obra primorosamente.” Em toda esta elaboração está mesclada a utilidade com a durabilidade, a qual pode comparar-se com o nosso estarmos calçados com pele de texugo. O animal aqui mencionado é desconhecido, mas a sua pele cobriu o tabernáculo e formou um dos couros mais finos e fortes que se conhecem. A justiça que é de Deus pela fé, permanece para sempre e o que se calça com esta divina preparação andará pelo deserto com segurança, e até, possivelmente, possa pôr o seu pé sobre o leão e o basilisco. A pureza e dignidade da nossa veste santa estão representadas pelo linho fino. Quando o Senhor santifica os Seus, estes cobrem-se, como os sacerdotes, de branco imaculado; nem mesmo a própria neve ultrapassa essa brancura. Os tais são aos olhos dos homens e dos anjos seres puros e ainda perante os olhos do Senhor aparecem sem mancha. Além disso, essa vestimenta real é delicada e rica como a seda. Para adquiri-la, não se olhou a gastos; não se lhe recusou formosura; não se lhe negou elegância.

 O quê, pois? Não tiramos disto nenhuma inferência? Sem dúvida, há gratidão que deve sentir-se e gozo que deve expressar-se. Vem, meu coração, não recuses a tua aleluia vespertina! Afina as tuas flautas! Toca as suas cordas!

“Estranhamente, minha alma, tu estás ataviada
Pela Grande Trindade Sagrada!
Na mais doce harmonia de louvor
Deixa que todas as tuas forças concordem.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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