… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

23 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
23 de dezembro
“Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu.” (1Jo 3:6, ARC, Pt)

Ontem considerámos uma passagem que é angustiante para alguns cristãos sinceros. Hoje, veremos três versículos na ‘Primeira Epístola de João’ que também perturbam a crentes que são muito conscientes da sua pecaminosidade. Temos o versículo citado no frontispício desta página. Pouco depois vem 1Jo 3:9 que diz: “Todo aquele que é nascido de Deus, não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” E em 1Jo 5:18 diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” Assim, tal qual, estes versículos poderiam fazer com que qualquer um de nós duvide de se somos crentes verdadeiros.

Contudo, outros versículos nesta mesma carta (Primeira Epístola de João) reconhecem que o crente peca, por exemplo 1Jo 1:8-10 e 1J0 2:1 b.

O problema em grande parte é de tradução. Na língua original do Novo Testamento há uma diferença entre cometer actos ocasionais de pecado e praticar o pecado como norma de vida. O cristão, sem dúvida, comete actos de pecado, mas o pecado não caracteriza a sua vida. Tem sido libertado do pecado como amo.

A Nova Versão Internacional (em inglês) tradu-los assim: “Todo o que permanece nele, não pratica o pecado. Todo o que pratica o pecado, não o viu nem o conheceu” (1Jo 3:6). “Nenhum que tenha nascido de Deus pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; não pode praticar o pecado, porque nasceu que Deus” (1Jo 3:9). “Sabemos que o que nasceu de Deus não está em pecado; Jesus Cristo, que nasceu de Deus, protege-o, e o maligno não chega a tocá-lo” (v5:18).

Se um cristão disser que não peca, é porque tem um conceito imperfeito do que é o pecado. Aparentemente não se dá conta de que qualquer coisa que não cumpre com a regra perfeita de Deus é pecado. A realidade é que cada dia pecamos em pensamento, palavra e obra.

Mas João faz uma distinção entre o que é excepcional e o que é habitual. Para o santo genuíno o pecado é algo estranho, e a justiça é habitual na sua casa.

Quando vemos isto, não há necessidade de nos torturamos com estes versículos que nos fazem duvidar da nossa salvação. A singela realidade é esta: a vontade de Deus é que não pequemos, e não nos dá permissão para pecar. Infelizmente, pecamos. Mas, o pecado já não é a potência dominante nas nossas vidas. Já não praticamos o pecado como o fazíamos antes de ser salvos, e se pecarmos, encontramos perdão ao confessar e ao abandonar o nosso pecado.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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