… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

23 de dezembro

C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

23 de dezembro
“Amigo, sobe mais para cima.” (Lc 14:10, ARC, Pt)

É certo que quando começa na alma a vida da graça, aproximamo-nos do nosso Deus, mas fazemo-lo com grande temor e tremor. A alma, consciente da sua culpa e humilhada por ela, sente-se intimidada ante a solenidade da sua posição; e consciente também da grandeza de Jeová, em cuja presença se acha, cai em terra em profunda humildade. Ocupa assim com sincera modéstia o lugar mais humilde.

Mas, na vida subsequente, à medida que o Cristão cresce na graça, o temor perderá o seu terror e transformar-se-á na santa reverência; e isto realizar-se-á sem que o Cristão esqueça a solenidade da sua posição nem perca aquele santo temor que deve acompanhar o Crente quando estiver na presença de Deus, o qual pode criar ou pode destruir. O Cristão é convidado a subir, a ter um acesso mais distinto a Deus em Cristo Jesus. Então, o homem de Deus, andando no meio dos esplendores da Deidade, e cobrindo o seu rosto como os gloriosos querubins com aquelas duas asas, que são o sangue e a justiça de Jesus Cristo, aproximar-se-á reverente e subjugado em espírito ao trono da graça, e vendo ali um Deus de amor, de bondade e de misericórdia, perceberá melhor o pacto de Deus do que a Sua absoluta Deidade. Verá em Deus a Sua bondade melhor do que a Sua grandeza; O Seu amor melhor do que a Sua majestade. Então, a alma, inclinando-se ainda tão humildemente como antes, gozará de uma mais sagrada liberdade de intercessão, pois enquanto se prostra diante da glória do Deus Infinito será confortada sabendo que está na presença da ilimitada misericórdia e do infinito amor, e que é aceite “no Amado.” Assim, pois, o crente é convidado a subir mais para cima e é capacitado a exercer o privilégio de regozijar-se em Deus, e de aproximar-se dEle com a santa confiança, dizendo: “Abba, Pai.”

“Então podemos ir de força em força,
E diariamente crescer em graça,
Até à Tua imagem finalmente transformados,
Nós Te vemos face a face.”


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: