… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 24 de dezembro de 2016

24 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
24 de dezembro
“O homem rico pensa que a sua riqueza é uma defesa invulnerável, uma alta muralha de segurança. Que sonhador!” (Pv 18:11, traduzido da paráfrase “The Living Bible”)

O rico néscio do Evangelho segundo Lucas tinha tantas riquezas que não sabia o que fazer com elas. Assim, decidiu derrubar os seus celeiros e silos e construir outros maiores. Pensou que assim se sentiria satisfeito sem saber que morreria logo que o seu projecto estivesse terminado. A sua riqueza não o salvou da morte e da sepultura.

Sider diz: “O rico néscio é o retrato clássico da pessoa ambiciosa. Tem uma ávida compulsão por adquirir mais e mais posses, mesmo que não necessite delas. O seu êxito fenomenal, amontoando mais e mais propriedades, leva-o à conclusão blasfema de que as posses materiais podem satisfazer todas as suas necessidades. Na perspectiva divina, todavia, esta atitude é uma loucura completa. É um louco varrido”.

Há uma lenda a respeito de um homem que queria enriquecer na bolsa de valores. Quando alguém lhe disse que poderia ter tudo o que quisesse, disse que gostaria de ver o periódico do ano seguinte. A sua ideia era fazer uma fortuna comprando as acções que estivessem em alta no ano seguinte. Quando obteve o periódico, recreava-se pensando quão rico iria ser. Porém, quando deitou uma espreitadela na secção da necrologia, então viu que o seu nome já estava ali.

O salmista menospreza àqueles ricos cujo “íntimo pensamento é que as suas casas serão eternas, e as suas moradas por todas as gerações; e às suas terras deram os seus nomes” (Sl 49:11 BAS [1] ‘traduzida’). Mas, quando morrem deixam as suas riquezas a outros. “Mas o homem, na sua vanglória, não permanecerá; é como as bestas que perecem” (Sl 49:12 BAS’traduzida’).

Há um provérbio muito certo que diz que o dinheiro é o passaporte universal para todo o lugar, menos para o Céu, e é o fornecedor universal de tudo, menos da felicidade.

Nunca nenhuma pessoa rica teve jamais o signo do dinheiro gravado na lápide da sua tumba, mesmo que o dinheiro tenha sido a obsessão da sua vida. Se utilizasse o símbolo do que era supremo para ele, este seria o €. Porém na morte escolhe um símbolo religioso, como uma cruz. Este é um gesto final de hipocrisia. O justo vê isso e diz: “Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade.” (Sl 52:7, ARC, Pt) E Deus escreve no seu epitáfio: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.” (Lc 12:21, ARC, Pt).

[1] BAS - Basic American Scripture

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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