… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

26 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
26 de dezembro
“E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti.” (Gn 14:21, ARC, Pt)

Os exércitos invasores tinham chegado a Sodoma e capturado Lot, a sua família e grandes quantidades de pilhagem. Logo que Abrão ouviu isso, armou os seus servos e perseguiu os invasores, até que finalmente os alcançou perto de Damasco e resgatou os cativos e os seus pertences. O rei de Sodoma saiu para encontrar-se com Abrão quando ele voltava e disse-lhe: “Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti.” Abrão respondeu que não tomaria nem uma correia de calçado para que o rei não dissesse que tinha enriquecido a Abrão.

Num certo sentido o rei de Sodoma representa a Satanás, que tenta fazer com que os crentes se ocupem com as coisas materiais e se descuidem das pessoas que os rodeiam. Abrão resistiu à tentação, mas muitos desde aquele tempo não têm tido tanto êxito. Têm dado prioridade à acumulação de posses e dão pouca atenção aos vizinhos e amigos que estão confrontando a eternidade sem Deus, sem Cristo e sem esperança.

As pessoas são importantes; as coisas não. Um jovem cristão entrou na sala de sua casa, onde a sua mãe estava costurando, e disse-lhe: “Mamã, estou contente que Deus me tenha dado um amor maior pelas pessoas do que pelas coisas,” Essa mãe, em particular, também estava contente.

Parece incongruente chorar quando alguém quebra a sua chávena de chá de porcelana chinesa, e não obstante jamais derramar uma lágrima pelos milhões que perecem. É interessante ter uma memória fenomenal sobre os jogadores de futebol e não obstante, queixarmo-nos porque não conseguimos recordar os nomes de outras pessoas. O meu sentido distorcido dos valores mostra-se quando me incomodo mais pelo dano causado no meu automóvel que pela pessoa esmagada no outro automóvel. É fácil levar a mal as interrupções quando estamos trabalhando em algum projecto doméstico mesmo que a interrupção possa ser mais importante que o projecto.

Frequentemente estamos mais interessados no ouro e na prata do que nos homens e as mulheres. A. T. Pierson dizia: “Há desperdiçados nos lares cristãos ouro, prata e adornos inúteis suficientes para construir uma frota de 50 000 navios, enchê-los de Bíblias e abarrotá-los de missionários: construir uma Igreja em cada aldeia desamparada e prover para cada alma vivente o Evangelho por um bom número de anos.” Outro homem de Deus, com um ministério profético, J. A. Stewart, escreveu: “Usamos a nossa riqueza para viver em luxos que não necessitamos. Afeiçoamo-nos ao caviar, enquanto milhões em outras partes do nosso mundo morrem de inanição pelo pecado. Temos vendido a nossa primogenitura espiritual por um prato de lentilhas.”

Repetidamente me questiono quando é que os cristãos abandonarão a furiosa luta pelas posses materiais e nos concentraremos no bem-estar espiritual dos demais. Uma alma vivente vale mais do que toda a riqueza do mundo. As coisas não importam; as pessoas sim.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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