… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

26 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

26 de dezembro

“O último Adão.” (1Co 15:45, ARC, Pt)

JESUS é a cabeça federal dos Seus escolhidos. Assim como em Adão cada herdeiro da sua carne e do seu sangue têm nele um interesse pessoal, por ser ele a cabeça do pacto e representante da linhagem humana do ponto de vista da lei das obras; assim, também, sob a lei da graça cada alma redimida é uma com o Senhor do Céu, posto que Ele é o Segundo Adão, o Fiador e o Substituto dos escolhidos no novo pacto de amor. O apóstolo Paulo declara que Levi estava nos lombos de Abraão quando Melquisedec lhe saiu ao encontro. É também verdade que o crente estava nos lombos de Jesus Cristo, o Mediador, quando na remota eternidade as decisões do pacto de graça foram decretadas, ratificadas e asseguradas para sempre. Assim, tudo o que Cristo tem feito, tem-no feito a favor de todo o corpo da Sua Igreja. Somos crucificados com Ele e sepultados com Ele (lede Cl 2:10-13), e para fazer isto ainda mais admirável, ressuscitamos com Ele e ainda subimos com Ele às alturas (Ef 2:6). É assim como a Igreja cumpriu a lei e é “aceita no Amado.” É assim como ela é olhada com complacência pelo justo Jeová, pois Ele vê-a em Jesus e não a vê como estando separada da sua cabeça do pacto. Como o Ungido Redentor de Israel, Cristo Jesus não tem nada que seja distinto da Sua Igreja. Tudo o que Ele tem, tem-no para ela. A justiça de Adão era nossa enquanto ele a manteve, e, quando ele pecou o seu pecado foi nosso também. Da mesma maneira, e pelo facto de ser nosso representante, tudo o que o Segundo Adão é ou faz, pertence tanto a Ele como a nós. Aqui está o fundamento do pacto de graça. Este misericordioso sistema de representação e de substituição que moveu o Justino mártir a exclamar: “Oh bendita mudança, oh doce permuta!”, é a própria base do Evangelho da nossa salvação e tem de ser recebido com fé inquebrável e com júbilo extático.


Tradução de Carlos António da Rocha

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