… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

28 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
28 de dezembro
“A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus.” (Gl 2:20, ARC, Pt)

QUANDO o Senhor na Sua misericórdia passou perto de nós e nos viu nos nossos pecados, o que Ele primeiro disse foi: “Vive”; e Ele disse isto primeiro porque vida é uma das coisas absolutamente essenciais nos assuntos espirituais, e até que ela não nos seja concedida, somos incapazes de participar das coisas do reino. Agora, a vida que a graça confere aos santos no instante do seu despertamento espiritual, não é outra coisa que a vida de Cristo, que, à semelhança da seiva, corre do tronco para os ramos, que neste caso somos nós, e estabelece uma viva conexão entre as nossas almas e Jesus. A fé é a graça que apreende esta união, pois procedeu dela como o seu primeiro fruto. A fé é o pescoço que une o corpo da Igreja com a sua gloriosa Cabeça.

“Oh Fé! Teu vínculo de união com o Senhor,
Não é este o teu ofício? E teu nome próprio,
Na economia de tipos do Evangelho,
E símbolos apropriados — O pescoço da Igreja
Identificando-a em vontade e trabalho
Com Ele subiu? “

A fé agarra-se ao Senhor Jesus com firmeza e determinação. Ela conhece a excelência e o valor dEle, e nenhuma tentação poderá induzi-la a pôr a sua confiança noutro lugar; e Jesus Cristo sente tanto prazer nesta graça celestial, que nunca deixa de fortalecê-la e de sustentá-la com o abraço de amor e com o poderoso apoio dos Seus eternos braços. Aqui, então, se estabelece logo uma viva, sensível e agradável união que deixa correr rios de amor, de confiança, de simpatia, de complacência e de gozo, dos quais tanto a noiva como o noivo gostam de beber. Quando a alma pode compreender claramente esta unidade entre ela e Cristo, pode sentir como se um só pulso pulsasse para ambos e um só sangue corresse pelas veias dos dois. Então, o coração está tão perto do Céu, como este o pode estar da Terra, e está preparado para gozar da comunhão mais sublime e espiritual.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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