… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 3 de dezembro de 2016

3 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
3 de dezembro
“Em ti não há mancha.” (Ct 4:7, ARC, Pt)

TENDO declarado a Sua Igreja como realmente bela, o nosso Senhor confirma o Seu louvor com uma preciosa negação: “Em ti não há mancha”. Como se tivesse pensado que o mundo crítico poderia insinuar que Ele só tinha mencionado as partes graciosas da Sua Noiva, mas que, de propósito, tinha omitido partes deformadas ou manchadas, Ele resume tudo, declarando-a total e inteiramente bela e completamente isenta de mancha. Uma mancha pode-se tirar logo, e, entre as coisas que podem desfigurar a beleza, a mancha é a mais pequena, mas, o crente, até dela fica livre diante da presença do Senhor. Se Ele houvesse dito que ela não tem nenhuma feia cicatriz, nenhuma horrível deformidade, nenhuma úlcera mortal, até nesse caso nos teríamos podido maravilhar-nos. Mas, Ele ao dizer que ela está livre até da mais insignificante mancha, inclui nisto a todas as outras grandes manchas, com o que a nossa admiração aumenta. Se Ele tivesse prometido tirar apenas em seguida todas as manchas, haveríamos de ter um motivo eterno para nos alegramo-nos, mas, Ele ao dizer que as manchas já estão tiradas, quem é capaz de conter as intensíssimas emoções de satisfação e de deleite? Oh, minha alma, aqui há tutano e gordura para ti; come abundantemente e sê satisfeita com os acepipes reais.

Cristo Jesus não tem altercação com a Sua esposa. Ela frequentemente vagueia longe dEle e entristece o Seu Espírito Santo, mas Ele não permite que as faltas dela afectem o Seu amor por ela. Ele, algumas vezes, repreende-a, mas, fá-lo sempre na forma mais terna e com a melhor das intenções. Até neste caso Ele lhe chama: “meu amor.” Não há lembrança das nossas faltas, Ele não abriga maus pensamentos contra nós, mas perdoa-nos e ama-nos tanto antes como depois de termos cometido a ofensa. É bom para nós que seja assim, pois se Jesus recordasse as injúrias como nós o fazemos, como poderia Ele conversar com intimidade connosco? Muitas vezes, o crente desconcerta-se, quando o Senhor, na Sua providência, não Se submete aos seus caprichos, porém, o nosso querido Esposo conhece tão bem como são ignorantes os nossos corações para considerar qualquer ofensa da nossa má conduta.


Tradução de Carlos António da Rocha

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