… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

30 de dezembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
 30 de dezembro
“E disse David: Há ainda alguém que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe faça benevolência por amor de Jónatas?” (2Sm 9:1, ARC, Pt)


Mefiboseth era neto do rei Saul, aquele que tinha tratado repetidamente de tirar a vida a David. Portanto, era descendente de uma família rebelde, a qual se esperava que fosse exterminada, quando David subisse ao trono. Além disso, Mefiboseth era um aleijado indefeso, que tinha caído dos braços da sua ama quando ele era pequeno. O facto de que vivia em casa de outro, em Lo-debar, que significa “não [há] pastos,” sugere que Mefiboseth era pobre. Lo-debar situava-se no lado oriental do Jordão, e, portanto “muito longe” de Jerusalém, a morada de Deus. Não havia mérito em Mefiboseth para conseguir o favor de David.



Apesar de tudo isso, David inquiriu a respeito dele, enviou-lhe mensageiros, mandou que o trouxessem para o palácio real, assegurou-lhe que não tinha nada a que temer a seu respeito, enriqueceu-o com todas as terras de Saul, proveu-lhe um séquito de servidores para que o atendessem e honrou-o dando-lhe um lugar permanente na mesa do rei, como a um dos filhos do rei.



Por que mostrou David tal misericórdia, graça e compaixão para com alguém que era tão indigno? A resposta é “Por amor a Jónatas.” David tinha feito um pacto com Jónatas, o pai de Mefiboseth, que precisava que David nunca cessaria de mostrar bondade à família de Jónatas. Este era um pacto de graça incondicional (1Sm 20:14-17).



Mefiboseth deu-se conta disto, porque quando foi introduzido, pela primeira vez na presença do rei, prostrou-se e disse que “um cão morto” como ele não merecia tais bondades.



Não deve ser difícil para nós ver-nos retratados nesta descrição. Nascemos de uma raça rebelde e pecaminosa sob a condenação à morte. Estávamos moralmente deformados e paralisados pelo pecado. Nós, também, habitávamos numa terra onde “não há pastos”, famintos espiritualmente. Não somente estávamos condenados e éramos indefesos e pobres, mas, também, estávamos “muito longe” de Deus, sem Cristo e sem esperança. Não havia nada em nós que pudesse provocar o amor e a bondade de Deus.



Sem embargo, Deus buscou-nos, encontrou-nos, livrou-nos do temor da morte, abençoou-nos com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais, levou-nos para a Sua mesa de banquete e levantou a bandeira de Seu amor sobre nós.



Por que é que Ele fez isto? Foi por amor a Jesus, e foi pelo Seu pacto de graça que nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo.



A nossa adequada resposta deve ser prostrar-nos na Sua presença e dizermos: “Quem é o teu servo, para que olhes para um cão morto como eu?”

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: