… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 4 de dezembro de 2016

4 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
4 de dezembro
“Também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8:23, ARC, Pt)

ESTE gemido é geral entre os santos: em maior ou menor grau, todos o sentimos. Este não é o gemido da murmuração ou da queixa: é antes a nota do desejo do que nota da aflição. Havendo recebido um penhor, desejamos a totalidade da nossa parte; estamos desejando muito que todo o nosso ser, na sua trindade de espírito, alma e corpo, seja libertado do último vestígio da queda. Ansiamos despojar-nos da corrupção, da debilidade e da desonra e vestir-nos de incorrupção, de imortalidade e de glória no corpo espiritual que o Senhor Jesus Cristo dará aos Seus. Ansiamos pela manifestação da nossa adoção como filhos de Deus. “Gememos”, mas “dentro de nós mesmos.” Este não é o gemido do hipócrita, pelo qual ele quer fazer crer aos homens que é um santo, pela razão de que ele é um infeliz. Os nossos gemidos são coisas sagradas, demasiado sagradas para nós, a fim de os propalarmos pelos quatro ventos. Nós reservamos os nossos gemidos só para o nosso Senhor. Depois, o apóstolo diz que nós “esperamos”, com o que nos ensina a não estarmos sem paciência, como Jonas e Elias, quando disseram a Deus: “Tira a minha vida”. Também nos ensina que não devemos pedir, com choro e gemido, o fim da nossa vida por causa de estarmos cansados de trabalhar; e que, além disso, não devemos desejar fugir dos nossos sofrimentos atuais até que a vontade de Deus seja feita. Temos de gemer pela glorificação, mas devemos esperar por ela pacientemente, sabendo que o que Deus determinou é o melhor. Esperar implica estar preparado. Nós estamos à porta esperando que o Amado a abra e nos leve para estarmos com Ele. Este “gemido” é uma prova. Tu podes julgar um homem por aquilo atrás do qual ele suspira. Alguns suspiram pelas riquezas: estes adoram  Mamon. Alguns suspiram continuamente sob as aflições da vida, eles são apenas impacientes. Porém, o homem que suspira por Deus, que está ansioso até que é feito semelhante a Cristo, esse é o homem feliz. Que Deus nos ajude a gemermos pela vinda do Senhor e pela ressurreição que Ele nos trará.



Tradução de Carlos António da Rocha

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