… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

9 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
9 de dezembro
“O SENHOR esperará, para ter misericórdia de vós.” (Is 30:18, ARC, Pt)

DEUS demora frequentemente a responder às orações. Nas sagradas Escrituras temos vários exemplos disto. Jacob não obteve a bênção do anjo “até que a alva subiu”, para consegui-la teve de lutar toda a noite. A pobre mulher sirofenícia esperou muito antes de que a sua petição fosse respondida. Paulo rogou três vezes ao Senhor que lhe tirasse o “espinho da carne”, e não recebeu certeza de que lhe seria tirado, mas, em troca, recebeu a promessa de que a graça de Deus lhe bastaria. Se tu tens estado batendo na porta da misericórdia, e ainda não recebeste resposta, devo dizer-te por que é que o poderoso Criador não tem aberto essa porta para te deixar entrar? O nosso Pai tem as Suas razões peculiares para nos fazer esperar. Às vezes, fá-lo para manifestar o Seu poder e a Sua soberania, a fim de que os homens saibam que o SENHOR tem direito a dar ou a recusar. A demora é, com muito frequência, para nosso proveito. Possivelmente, Deus mantém-te esperando para que os teus desejos sejam mais ferventes. Deus sabe que a demora avivará e aumentará os teus desejos, e que se Ele te faz esperar verás mais claramente a tua necessidade e procurarás com mais ardor satisfazê-la, e que, por ter demorado tanto, apreciarás muito mais a bênção pedida. Também é possível que haja em ti algum mal que precise ser tirado antes de que o júbilo do Senhor te seja dado. Talvez as tuas opiniões sobre os desígnios do Evangelho sejam confusas, ou estejas confiando um pouco em ti mesmo, em vez de confiares com simplicidade e inteiramente no Senhor Jesus. Ou, Deus te faça esperar por algum tempo para te mostrar por fim, com maior plenitude, as riquezas da Sua graça. Todas as tuas orações estão registadas no Céu, e ainda que não sejam respondidas imediatamente, elas, certamente, não foram esquecidas, mas num pequeno espaço de tempo elas serão respondidas para teu deleite e satisfação. Não deixes que a desesperação te faça omisso, porém, continua numa insistente súplica sincera.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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