… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

16 de janeiro de 1969 • Jan Palach, na Praça de São Wenceslao regou o seu corpo com gasolina e ateou-lhe fogo


16 de janeiro de 1969 Jan Palach, na
 Praça de São Wenceslao regou o seu corpo com gasolina e ateou-lhe fogo

Nos finais de 1968 um jovem cristão em Praga [i], capital da Checoslováquia, testemunhou a outro jovem checo chamado Jan Palach [ii]. Parecia haver um genuíno interesse da parte de Jan e por isso o cristão prometeu entregar-lhe um Novo Testamento. Jan estava cheio de boas intenções, no entanto, as semanas passaram sem que Jan obtivesse o Novo Testamento.

Em 16 de janeiro de 1969, Jan Palach, na Praça de São Wenceslao regou o seu corpo com gasolina e ateou-lhe fogo. Nunca chegou a ver o Novo Testamento que lhe tinha sido prometido.

A obra do Senhor é tão sublime e assombrosa, premente e importante, que há uma maldição para aquele que a faz indolentemente. O Deus que deseja e merece o melhor não pode tolerar a preguiça, as tardanças, a falta de entusiasmo ou os métodos descuidados. Se pensarmos em tudo o que está em jogo, não nos surpreenderá.

Não são suficientes as boas intenções. Tem-se dito que as ruas do Inferno estão empedradas com boas intenções. As boas intenções não fazem a obra; devem traduzir-se em ação. Proponho algumas maneiras, de como elas, se podem levar a cabo:

Primeiro, quando o Senhor te dirija a fazer alguma espécie de serviço para Ele, nunca recuses fazê-lo. Se Ele é o Senhor, então a nós corresponde-nos obedecer-Lhe sem questionar.


Segundo, não andes com dilações. As demoras são fatais. Roubam aos demais a ajuda necessária e a bênção, e invadem-nos de culpa e de remorsos.

Terceiro, sê diligente. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças.” (Ec 9:10, ARC, Pt) Se és digno de fazê-lo, há que fazê-lo bem.


Finalmente, fá-lo para a glória de Deus. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” 1Co 10:31, ARC, Pt)


Devemos ter o espírito de Amy Carmichael [iii], que escreveu: “Os votos de Deus estão sobre mim. Não me deterei a jogar com as sombras, nem a arrancar as flores terrestres, até que tenha terminado a minha obra e tenha prestado contas”.


“Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR fraudulosamente...” (Jr 48:10 ARC, Pt)


Notas:
[i] Em 31 de dezembro de 1992, com a dissolução dos laços que uniam checos e eslovacos numa federação única, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia e passou a ser capital da República Checa. 
(fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Praga)
[ii] Jan Palach (11 de agosto de 194816 de janeiro de 1969) foi um estudante checo que cometeu suicídio através de auto-imolação como forma de protesto político. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jan_Palach)
[iii] Amy Carmichael nasceu no dia 16 de dezembro de 1867, na Iralanda do Norte. Era a mais velha dos sete filhos de David e Catherine Carmichael, um casal de presbiterianos devotos. Era filha de um respeitável proprietário de moinho. Quando tinha somente 17 anos de idade, começou a dar aulas na escola dominical para as “xales” - meninas que trabalhavam nos moinhos e usavam xailes.
Essas reuniões cresceram tão depressa que Amy sentiu a necessidade de um prédio maior para que pudesse realizá-las. A sua fé e visão ficaram tão voltadas para alcançar esse objectivo, que logo as meninas moleiras tinham as suas aulas no novo espaço chamado “boas vindas”. Neste lugar podia-se estudar a Bíblia, ter aula de canto, participar na escola nocturna e das reuniões do clube de costura das mães, e realizar um culto evangélico mensal, aberto ao público.
Era uma candidata improvável para o trabalho missionário, pois sofria de neuralgia, uma doença dos nervos que lhe tornava o corpo fraco, dorido e que a deixava de cama semanas a fio.
Foi na convenção de Keswick em 1887 que ouviu Hudson Taylor falar acerca da vida missionária. Em 1892, quando já estava com 20 anos, sentiu a chamada de Deus para levar o Evangelho a outros países.
Segundo um relato biográfico dos seus primeiros anos de vida, Amy desejava ter olhos azuis em vez de castanhos. Ela pedia a Deus que lhe mudasse a cor dos olhos e ficava desapontada por isso nunca acontecer. Contudo, em adulta, Amy compreendeu que, como os indianos têm os olhos castanhos, ela iria ser aceite mais facilmente do que se tivesse olhos azuis e aceitou isto como um sinal de Deus.
Inicialmente Amy viajou para o Japão durante 15 meses, mas mais tarde, descobriu que a vocação da sua vida estava na Índia. Ela foi comissionada pela “Missão Zenana da Igreja de Inglaterra” e enviada para a Índia em Outubro de 1895.
Amy começou a estudar o tâmil (ou tâmul), a língua mais falada no sul da Índia. E logo se uniu a um grupo de mulheres cristãs indianas, que chamavam a si mesmas de “ramalhete estrelado”. Estas mulheres iam de aldeia em aldeia pregando o Evangelho, enquanto viajavam, Amy Carmichael tomou conhecimento das “crianças do templo” - meninas que eram casadas com deuses” e ficavam dentro dos templos hindus, uma prática que incluía a prostituição. A fim de prover um lar para estas meninas, Amy fundou a comunidade dohnavur (doh-nah-voor).
Assim depressa se tornou a amma (mãe) de dezenas de garotinhas. Mais tarde o ministério expandiu-se e inclui também meninos.
Muito do seu trabalho foi com raparigas jovens, algumas das quais foram salvas da prostituição forçada. A organização por ela fundada era conhecida por “Dohnavur Fellowship”.
Dohnavur fica situada em Tamil Nadu, a sul da Índia. A “Fellowship” iria tornar-se um santuário para mais de mil crianças que de outra forma teriam de enfrentar um futuro incerto.
 Num esforço para respeitar aquela cultura asiática, membros da organização usavam trajes indianos e às crianças foram-lhes dados nomes nativos. Ela própria vestia-se dessa forma, pintava a pele com café e frequentemente viajava longas distâncias nas quentes e poeirentas estradas Índia só para salvar uma criança.
O trabalho de Amy Carmichael também se estendeu à imprensa. Ela foi uma escritora prolífera com 35 livros publicados. O mais conhecido é talvez um dos primeiros relatos históricos sobre a missão na Índia publicado em 1903.
Em 1931, Amy ficou gravemente ferida numa queda que a deixou de cama até morrer. Assim, em Outubro de 1931, quando já estava com 64 anos, Amy caiu num buraco e quebrou a perna. Ela nunca mais se recuperou completamente, e passou os vinte anos seguintes confinada ao seu quarto. Após o acidente, escreveu 13 livros, actualizando os seus primeiros livros. Estas obras contam muitas histórias de vidas de meninos e meninas, homens e mulheres que vieram conhecer a Deus através do seu trabalho.
Amy Carmichael morreu em 18 de janeiro de 1951, na Índia, com 83 anos de idade. Ela pediu para não porem nenhuma pedra tumular na sua campa; em vez disso, as crianças, que ela tanto amava, puseram algo com a inscrição “mma”, que significa mãe em tâmil, um dialecto indiano.
Enquanto servia na Índia Amy recebeu uma carta de uma jovem que queria ser missionária e que perguntava como era exercer essa função. Amy respondeu: “A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer”.
A sua lembrança continua viva no trabalho da comunidade dohnavur, no sul da Índia, até o dia de hoje.
 “Podes dar sem amar, mas não podes amar sem dar.”(Amy Carmichael)


 http://tempo-kairos.blogspot.com/2008/02/amy-carmichael-paixo-pela-vida.html
 e 
http://209.85.229.132/search?q=cache:pcjSRZwCIOcJ:criancasparadeus.blogspot.com/2008/05/heris-da-f-para-crianas-amy-carmichael.html+Amy+Carmichael&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&lr=lang_pt&client=firefox-a


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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