… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

19 de janeiro de 1576 . Hans Sachs, o poeta sapateiro



19 de janeiro de 1576 Hans Sachs, o poeta sapateiro


  
Hans Sachs, retrato em xilogravura atribuído a Michael Ostendorfer.


Filho de Jörg Sachs, foi sapateiro de profissão e frequentou a escola latina de Nuremberga.



Aos de 17 anos decidiu percorreu a Alemanha como Mestre Cantor e fê-lo durante cinco anos. Pensa-se que decidiu fazer-se Mestre Cantor em Innsbruck, em 1513. Nesse mesmo ano foi designado como aprendiz de Mestre Cantor em Munique, sendo seu professor Lienhard Nunnenbeck.



Em 1516 Sachs estabeleceu-se em Nuremberga, onde residiu e trabalhou até ao resto da sua vida. Em 1 de setembro de 1519 desposou Kunigunde Creutzer (1512 - 1560). Ainda se casou uma segunda vez, em 1 de setembro de 1561, com uma jovem viúva, Barbara Harscher. Do seu primeiro matrimónio teve cinco filhas e dois filhos, tendo todos falecido antes dele. Da sua segunda esposa teve seis meninos.



A partir de 1525 Hans Sachs aproximou-se cada vez da Reforma do ex-frade Martinho Lutero, cuja causa abraçou e defendeu com a sua pena.



Foi além disso amigo pessoal do pintor/artista Albrecht Dürer (Nuremberga, 21 de maio de 1471 — Nuremberga, 6 de abril de 1528) e de Willibald Pirkheimer.



É autor de mais de seis mil poemas, escritos no estilo popular burguês, o ‘Meistersang’ (em que se une canto religioso e poesia, cantada nas escolas corporativas do século XV).



São notáveis também as suas ‘Farsas de Carnaval’ (1517-1563) e o hino ‘O rouxinol do Wittenberg’ (1523), dedicado a Lutero.



Aqui fica uma tradução/versão minha deste poema de Hans Sachs.

 

O rouxinol de Wittenberg



Lutero ensina que todos nós

Estamos envolvidos na queda de Adão.

Se o homem se contempla no íntimo,

Ele sente a mordida e a maldição do pecado.

Quando pavor, desespero e terror apreende,

Contrito, ele cai de joelhos.

Então irrompe para ele a luz do dia

Então, o evangelho pode ter domínio.

Então ele vê Cristo, o Filho de Deus,

Que tem feito para nós todas as coisas.

A lei cumprida, a dívida está paga,

A morte derrotada, a maldição dissipada,

O Inferno destruído, o diabo amarrado,

Graça para nós com Deus, Ele tem encontrado.

Cristo, o Cordeiro, remove todos os pecados,

Somente pela fé em Cristo, nós vencemos.



Goethe elogiou-o e Richard Wagner fê-lo protagonista da sua ópera “Os mestres cantores de Nuremberga”. Tem em Nuremberga um monumento, uma estátua de corpo inteiro, em sua memória.

 
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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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