… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

25 de fevereiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
25 de fevereiro

“E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis; e, descendo a Jope.” (Jn 1:3, ARC, Pt)

EM vez de ir a Nínive para pregar a Palavra, como Deus lhe tinha mandado, Jonas não gostou da obra e foi para Jope para escapar dela. Há ocasiões quando os servos de Deus fogem do dever. Mas, qual é a consequência? O que é que Jonas perdeu com a sua conduta? Ele perdeu a presença e o confortável gozo do amor de Deus. Quando servimos ao nosso Senhor Jesus como os crentes devem fazê-lo, o nosso Deus está connosco; e ainda que tenhamos o mundo inteiro contra nós, o que isso nos importa? Mas quando retrocedemos e procuramos as nossas próprias conveniências, estamos no mar sem piloto. Então podemos lamentar amargamente e gemer, dizendo: “Oh, meu Deus, para onde Te foste? Como posso eu ser tão néscio para fugir do Teu serviço e, deste modo, perder todo o brilhante esplendor da Tua face? Este é um preço demasiado elevado. Permite-me voltar a ser-Te fiel para que me possa regozijar na Tua presença.” Em segundo lugar, Jonas perdeu toda a paz de espírito. O pecado destrói logo o bem-estar do crente. O pecado é a árvore venenosa cujas folhas destilam gotas mortíferas que matam a vida de gozo e de paz. Jonas perdeu tudo aquilo do qual ele podia ter obtido auxílio para a sua vida. Ele não podia rogar pela promessa da proteção divina, porque ele não estava nos caminhos de Deus; ele não podia dizer: “Senhor, acho dificuldades no cumprimento do meu dever, por isso ajuda-me nele.” Jonas estava recolhendo o que semeou. Cristão, não imites Jonas, a não ser que desejes que todas as ondas e as vagas passem sobre a tua cabeça. Tu acharás, ao fim e ao cabo, que é mais duro fugir à obra e à vontade de Deus do que cumpri-la. Jonas perdeu o seu tempo, pois, por fim, teve de ir para Tarsis. É duro contender com Deus; rendamo-nos a Ele imediatamente.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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