… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

7 de fevereiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
7 de fevereiro

“Já estou crucificado com Cristo.” (Gl 2:20, ARC, Pt)

Quando o Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz, não morreu tão somente como meu Substituto, mas, morreu, também, como meu Representante; não só morreu por mim, mas, também, como se fosse eu. Quando morreu, eu também morri num sentido muito real. Tudo o que eu era como filho de Adão, o meu velho eu, mau e não regenerado, foi cravado na Cruz. Aos olhos de Deus a minha história como homem na carne chegou ao seu fim.

Mas isso não foi tudo! Quando o Salvador foi sepultado, eu também fui sepultado com Ele. Estou identificado com Cristo na Sua sepultura. Isto descreve a eliminação do velho “Eu” da vista de Deus para sempre.
Além disso, quando o Senhor Jesus Se levantou dos mortos, levantei-me também com Ele. Mas a descrição aqui modifica-se. Não é o velho eu que foi sepultado o que se levantou, mas o novo homem: Cristo vivendo em mim. Ressuscitei com Cristo para andar numa vida nova.

Do ponto de vista de Deus todo isto ocorreu posicionalmente, mas Ele quer que se faça realidade na minha vida de uma maneira prática. Quer que me considere mesmo morto através deste ciclo de morte, sepultura e ressurreição. Mas, como se logra isto?

Quando sou tentado, a minha resposta à tentação deve ser igual à de um cadáver quando é incitado ao mal: Sem resposta! Devo dizer: “Morri para o pecado, tu já não és o meu amo. Para ti, estou morto.”

No dia a dia devo considerar o meu velho e corrupto “eu” como sepultado na tumba de Jesus. Isto significa que não me ocuparei introspectivamente dele. Nada procurarei nele que seja digno de consideração, nem me decepcionarei pela sua total corrupção.

Finalmente, viverei cada momento como alguém que ressuscitou com Cristo para uma nova vida: novas ambições, novos desejos e motivos, nova liberdade e novo poder.

George Müller fala de como esta verdade da identificação com Cristo o convenceu: “Houve um dia em que eu morri. Morreu George Müller para as suas opiniões, preferências, gostos e vontade; morri para o mundo, para a sua aceitação ou censura, para a aprovação ou recriminação até dos meus irmãos ou amigos. Desde então, tenho vivido somente para me apresentar aprovado para com o Deus.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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