… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

7 de fevereiro




Oswald Chambers
My Utmost for His Highest
7 de fevereiro O desânimo espiritual

E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.” (Lc 24:21, ARC, Pt)

Todos os factos mencionados pelos discípulos eram verídicos, mas as conclusões a que chegaram a partir deles eram erróneas. Qualquer coisa em que haja sequer um indício de desânimo espiritual é sempre incorreta. Se estou deprimido ou oprimido, a culpa é minha, não de Deus, nem de ninguém mais. O desânimo provém de uma destas duas fontes: ou tenho satisfeito um desejo pecaminoso ou não o pôde satisfazer. Em qualquer dos casos, o resultado é o desânimo. A concupiscência, o desejo pecaminoso expressa-se com estas palavras: “Quero ter isso imediatamente”. A concupiscência espiritual faz-me exigir uma resposta de Deus, em lugar de buscá-Lo a Ele mesmo, o doador da resposta. O que é que eu tenho estado esperando que Deus faça? Hoje “é já hoje o terceiro dia” de espera e ainda Ele não tem feito o que eu pensava? Portanto, isso justifica que me encontro abatido e que culpe a Deus? Quando insistimos em que Ele sempre deve responder às nossas orações, vamos pelo caminho errado. O propósito da oração é que nos aferremos a Deus e não à resposta. É impossíve41l estar bem fisicamente e simultaneamente abatido, porque o desânimo é um sinal de enfermidade. O mesmo acontece espiritualmente. O desânimo espiritual é incorreto e nós somos sempre os culpados por ele.

Para vermos o poder de Deus procuramos visões celestiais e acontecimentos de importância fundamental, o que se comprova com o facto de que estamos abatidos. Entretanto, nunca nos damos conta de que durante todo o tempo Deus está obrando nos nossos acontecimentos quotidianos e nas pessoas que nos rodeiam. Se somente nós Lhe obedecemos e realizamos a tarefa que Ele tem posto mais perto de nós, vê-Lo-emos. Uma das mais assombrosas revelações de Deus surge quando nós aprendemos que, por meio dos acontecimentos diários da vida, entendemos a magnífica Deidade de Jesus Cristo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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