… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Salmo 34

C. H. Spurgeon
O Tesouro de David
SALMO 34

TÍTULO: “Salmo de David, quando mudou o seu semblante perante Abimelech, que o expulsou, e ele se foi”, ou “Salmo de David, quando se fingiu louco na presença de Abimelech; este expulsou-o e ele partiu”, ou “Salmo de David, quando se fez passar por louco perante Abimelech, o qual o expulsou”, ou ainda noutra leitura dos originais, “Salmo de David, quando se fingiu louco na presença de Abimelech; expulso por ele, partiu.” Deste sucesso, que não reflete crédito algum à memória de David, temos um relato em I Samuel 21. Ainda que a gratidão do Salmista o tenha feito registar por escrito a bondade do SENHOR ao conceder-lhe uma libertação imerecida, contudo, ele não elabora nenhum dos incidentes do seu salvamento no relato, mas insiste só no grande facto de haver sido escutado na hora do perigo.

Podemos aprender deste exemplo a não exibir os nossos pecados diante dos demais, como alguns vaidosos costumam, que exibem os seus pecados como se eles fossem veteranos de campanha carregados de feridas e medalhas. David finge-se louco com grande habilidade, mas não estava tão louco para cantar as façanhas da sua própria loucura.

Versículo 1. Louvarei ao SENHOR em todo o tempo, ou, Louvarei o SENHOR a toda a hora, ou, Louvarei o SENHOR, seja quando for e o que possa acontecer, ou ainda noutra leitura dos originais, Em todo o tempo, bendirei o SENHOR. Aquele que louva a Deus pelas Suas misericórdias nunca carecerá de misericórdia para louvar. O louvar ao SENHOR é sempre oportuno; não há ocasiões mais apropriadas que outras. C. H. S.

Versículo 1. Louvarei ao SENHOR em todo o tempo. O mártir Bradford, falando da rainha Maria, sob cujo poder se achava, e por conseguinte sob a sua cruel clemência, disse: “Se a rainha sente prazer em me soltar, vou agradecer-lho; se ela me prender, vou agradecer-lho; se ela me queimar, vou agradecer-lho”, etc. Isto disse uma alma crente: “Faça Deus o quiser comigo, e eu estarei agradecido.” Samuel Clarks’s “Mirror.”

Versículo 2. A minha alma se gloriará no SENHOR, ou, O SENHOR é a minha glória!, ou Glorio-me no SENHOR por tudo o que me tem feito, ou ainda noutra leitura dos originais, A minha alma gloria-se no SENHOR! O jactar-se é uma tendência muito natural, e se nos temos de jactar como neste caso, quanto mais melhor. A exultação deste versículo é mais do que uma mera jactância da língua; a alma vai incluída, o glorificar-se é algo que se sente antes de ser expresso. Que alcance tem esta jactância, santa no SENHOR! C. H. S.

Versículo 4. Busquei ao SENHOR, e Ele me respondeu, ou, Busco o SENHOR e Ele responde-me, ou ainda noutra leitura dos originais, Procurei o SENHOR e Ele respondeu-me. Deus espera ouvir-nos a nós antes que nós O ouçamos Ele. Se tu reténs a oração, não é de estranhar que a misericórdia prometida seja retida. A meditação é como o estudo que faz o advogado do caso, a fim de o defender ante o tribunal; quando tu tens visto a promessa e o teu coração tem sido afetado pelas riquezas da mesma, então lança-te perante o trono da graça e apresenta-a diante do SENHOR. William Gurnall.

Versículo 5. Olharam para Ele, ou, Os que olham para Ele, ou, Muitos outros também dirigiram os seus olhos para o SENHOR, ou ainda noutra leitura dos originais, Aqueles que O contemplam. Quanto mais pensamos em nosso SENHOR e menos em nós, tanto melhor. O olhar para Ele, sentado à mão direita do trono de Deus, vai ajudar-nos a manter firmes as nossas cabeças e os nossos corações quando atravessamos as águas turvas da aflição. Tenho pensado com frequência nisto ao cruzar as águas no antigo lugar de Langholm. Acho que quando olho a água sinto vertigem, e, portanto, fixo os olhos num objeto distante, e sinto-me tranquilo. David Smith, 1792-1867.

Versículo 6. Clamou este pobre. A sua oração era um grito, pela brevidade e pela amargura, pela sinceridade e pela simplicidade, pela naturalidade e pela pena; era o grito de um pobre, mas não menos poderoso para o Céu, porque o SENHOR escutou-o, e o ser escutado por Deus é ser libertado; e por isso se acrescenta: e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias, e noutras leituras dos originais: Quando um pobre invoca o SENHOR, Ele atende-o e liberta-o de todas as suas angústias, ou, Também eu, pobre de mim, chamei pelo SENHOR, que me ouviu e me salvou do aperto em que estava. Imediatamente David se viu livre de todos os seus males. O SENHOR varreu a sua aflição como os homens destroem um ninho de vespas ou o vento dissipa a névoa. A oração pode aclarar as nossas tribulações tão facilmente como o SENHOR limpou de rãs e moscas o Egito quando Moisés Lho pediu. C. H. S.

Versículo 6. Clamou este pobre e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias. Uma flecha atirada com toda a energia dirige-se rapidamente para o seu alvo; portanto, as orações dos santos são expressas clamando sobre as Escrituras. Samuel Rutherford.

Versículo 7. O anjo do SENHOR acampa-Se ao redor dos que O temem e os livra, ou, O anjo do SENHOR envolve os que O honram e livra-os do perigo, ou, O anjo do SENHOR põe-Se de guarda, para proteger e livrar todos os que O temem, ou ainda noutra leitura dos originais, O anjo do SENHOR protege os que O temem e livra-os do perigo. Não vou fazer as perguntas que se hão feito no passado sobre se os anjos podem fazer isto ou aquilo; tampouco me ocuparei de qual é sua substância, a sua virtude ou operação. Mas disto o homem piedoso pode estar seguro: que sempre que está em necessidade, apesar das portas, fechaduras e ferrolhos, ele pode dispor de um anjo num instante com apenas um aviso. Zachary Bogan.

Versículo 8. Provai e vede que o SENHOR é bom, ou, Provem e vejam como o SENHOR é bom, ou, Verifiquem e constatem como o SENHOR é bom, ou ainda noutra leitura dos originais, Saboreai e vede como o SENHOR é bom. Os nossos sentidos ajudam o nosso entendimento; não podemos, mediante o nosso entendimento racional, perceber a doçura do mel; prova-o, e saboreia-o; isto basta. Richard Alleine, in “Heaven Opened”, 1665.

Versículo 8. Saboreai e vede como o SENHOR é bom. Não basta que vejas (o mel) de longe, se não o tens, como ocorreu com o rico da parábola; ou tê-lo e não prová-lo, como o leão de Sansão, que era um depósito de mel, mas ele não provou a sua doçura; mas além de vê-lo deves prová-lo. Thomas Playfere.

Versículo 8. Saboreai e vede como o SENHOR é bom. Não queiras tragar os bons dons de Deus sem saborear o sabor dos mesmos; nem os esqueças maliciosamente, mas usa o teu paladar e considera o seu sabor. D. H. Mollerus.

Versículo 10. Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao SENHOR de nada têm falta, ou, Os ricos empobrecem e passam fome, mas nenhum bem faltará aos que procuram o SENHOR, ou, Até os filhotes dos leões chegam a passar fome; mas os que buscam o SENHOR não têm falta de nada, ou ainda noutra leitura dos originais, Os ricos empobrecem e passam fome, mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar. Não faltará prata no saco de Benjamim se José a põe ali. A graça não é como um hóspede pobre, que não paga a sua estadia. Quando se adora ao melhor dos seres, gozam-se as melhores bênçãos. William Secker.

Versículo 10. A carência santificada é um meio notável de levar ao arrependimento, de obrar em nós uma mudança de vida; estimula à oração; afasta-nos do amor do mundo; mantém-nos preparados sempre para o combate espiritual; revela se somos verdadeiros crentes ou hipócritas; impede maiores males de pecado e castigo futuros; faz-nos humildes, conforme Cristo, nossa Cabeça; aumenta a nossa fé, o nosso gozo e agradecimento, a nossa sabedoria espiritual, e, ao mesmo tempo, a nossa paciência, como já mostrei noutro tratado. Richard Young, in the “Poor’s Advocate,” (no Advogado dos pobres) 1653.

Versículo 10. Recordo que quando passei pelo campo conheci uma pobre viúva cujo marido tinha caído em Bothwell; os soldados saquearam a casa dela, dizendo-lhe que lhe levariam tudo o que tinha. “Não deixaremos nada”, disseram-lhe, “nem sobre ti, nem ao redor de ti.” “Não me procuro com isso”, respondeu-lhes, “porque tenho a Deus nos Céus.” Esta foi a resposta de uma crente. Alexander Peden’s Sermon, 1682.

Versículo 10. Dá uma mirada ao Céu e à Terra e às coisas que há neles, e tudo o que tenha base sólida para crer que é bom pede-o com confiança a Cristo; o Seu amor não te negará isso. Se fosse bom para ti que não houvesse pecado, demónio, aflição ou destruição, o amor de Cristo imediatamente os aboliria. E mais, se a posse de todos os reinos do mundo fosse absolutamente boa para seres um santo, o amor de Cristo imediatamente te coroaria como monarca dos mesmos. David Clarkson

Versículo 11. Vinde, meninos, ou, Venham, meus filhos, ou, Filhos e filhas: venham, ou ainda noutra leitura dos originais, Vinde, meus filhos. Quando Deus tinha criado os Céus e a Terra, a primeira coisa que fez foi adornar o mundo com luz e separá-lo das trevas. Feliz o menino (a pessoa) para quem a luz do conhecimento salvador começa a iluminá-lo cedo. Deus, na lei, requer o primogénito e as primícias, e o mesmo ainda hoje Ele quer que Lhe ofereçamos os nossos primeiros dias. Nathaneal Hardy.

Versículo 11. Vinde, meninos. David, nesta parte do Salmo empreende a educação dos meninos; se bem que ele era um homem de guerra e um rei ungido, não pensava que isto estivesse abaixo da sua dignidade; conquanto que ele agora tinha a mente cheia de cuidados e de assuntos nas suas mãos, podia achar tempo e coração para dar bons conselhos aos jovens, usando a sua própria experiência. Matthew Henry.

Verse 11. Observemos: I. O que Ele espera deles: ouçam-me, deixai os vossos jogos, e escutai o que tenho de vos dizer; não só me prestai atenção, mas também me observai e obedecei-me. II. O que tenta ensinar-lhes: o temor do SENHOR, incluído todos os deveres da religião. David era um músico famoso, um homem de estado, um soldado, mas não diz a seus filhos: “Ensinar-vos-ei a tocar a harpa, ou a manejar a espada ou a lança, ou a disparar o arco”, ou: “Ensinar-vos-ei as máximas da política do Estado”; mas diz: “Instruir-vos-ei no temor do SENHOR”, que é melhor que todas as artes e ciências, melhor que todos os holocaustos e sacrifícios. É a isto que deveríamos ser solícitos para o aprendermos nós mesmos e para o ensinar-mos aos nossos filhos. Matthew Henry.

Verse 11. O temor do SENHOR. O Mestre das Sentenças insiste, a partir deste versículo, nas quatro espécies de temor: o mundano, o servil, o inicial e o filial. Mundano, quando tememos incorrer em pecado, simplesmente para que não percamos algumas das vantagens sociais e incorramos em algum inconveniente no mundo. Servil, quando tememos pecar, simplesmente por temor do Inferno, que é o seu castigo. Inicial, quando tememos cometer pecado, para não perder a felicidade do Céu. Filial, quando tememos só e exclusivamente, porque não queremos ofender a Deus, a Quem amamos de todo coração. Diz Casiodoro: “O temor humano está cheio de amargura; o temor divino, cheio de doçura; um leva-o à escravidão, o outro leva-o à liberdade; um teme a prisão da Geena [geena; Inferno; (bibl.) topónimo bíblico, o vale de Hanon, ou de Tofete], o outro abre o reino dos céus.” J. M. Neale.

Versículo 14. Faze o bem, ou, pratica o bem, ou ainda noutra leitura dos originais, faz o bem. A bondade negativa não é suficiente para nos fazer aptos para o Céu. Há alguns no mundo cuja religião está fundada só sobre negações; não são bêbados, não juram, e, por isso, consideram-se bem-aventurados. Vê como o fariseu se extasia (Lucas 18:11): “Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; etc.” Ai!, o não ser causa de escândalo não fará de um homem um Cristão, como um dígito não forma uma soma. Nós somos mandados, não que cessemos de obrar mal, mas sim que obremos bem. Será uma alegação muito pobre no final o dizer: “SENHOR, abstive-me de me manchar em pecados graves: não furtei.” Mas, que bem há em ti? Não basta que o servo da vinha não faça mal nela, que não destrua árvores nem sebes; se não trabalha na vinha, perde a sua jorna. Não basta que digamos no último dia: “Não tenho feito mal a ninguém; vivi sem cometer pecados graves”; mas, o que tens feito na vinha? Onde está a graça que recebeste? Se não poder mostrar isto, perdeste a tua paga e perdes a tua salvação. Thomas Watson.

Versículo 14. Busca a paz. A ira é um crime tanto para a própria pessoa, como para o que é objeto dela. E segue-a. Busca a com perseverança; persegue-a com ansiedade. É possível que a perca logo,-não há nada tão difícil de reter, mas faz o que possas, e se a inimizade aparece, que não seja por tua culpa. Vai atrás da paz quando esta se escapula; faz a decisão de não teres um espírito contencioso. A paz que assim procuras te será devolvida no teu próprio seio, e serás uma fonte de consolo perene para ti. C. H. S.

Versículo 14. Busca a paz e segue-a. As coisas mais desejáveis não são as mais fáceis de obter. O mais formoso para a imaginação é a tranquilidade e a paz. Mas esta grande bênção não se apresenta por sua conta de modo voluntário; temos de buscá-la. Inclusivamente quando a buscamos, com frequência se nos esquiva; foge, e temos de a perseguir. Condensed from Dr. Waterland’s Sermon (Condensado do sermão do Dr. Waterland), in J. R. Pitman’s Course of Sermons on the Psalms, 1846.

Versículo 18. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito, ou, O SENHOR está perto dos que perderam a coragem; Ele salva aqueles que já não têm esperança, ou, Perto está o SENHOR de todos os que têm o coração triste, e liberta os que estão com o coração carregado de remorso e angústia, ou ainda noutra leitura dos originais, O SENHOR está perto dos corações contritos e salva os espíritos abatidos. Próximo em amizade para aceitar e consolar. Os corações quebrantados crêem que Deus está muito longe, quando na realidade Ele está muito perto; os seus olhos estão nublados e não podem ver ao seu melhor amigo. C. H. S.

Versículo 18. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito Considera as vantagens deste coração quebrantado. Um coração quebrantado é aceitável e agradável a Deus (Sl 51:17). Compensa muitos defeitos no teu serviço e deveres (Sl 51:17). Faz à alma um recetáculo apto para que Deus resida nela (Is 57:15). Aproxima-nos de Deus (Sl 34:18). Prepara-te para a doce cura de Cristo (Ez 34:16). Sim, põe-te no caminho reto para o Céu, onde todas as tuas feridas e golpes serão curados (Ap 22:2). John Spalding, in “Synaxis Sacra, or a Collection of Sermons, “ etc., 1703.

Versículo 18. Perto está o SENHOR. Temos tendência a olhar de cima para os homens em proporção à humilde da sua posição para connosco. Deus considera-os mais nesta mesma relação: Perto está o SENHOR. Os vasos de honra são feitas de um barro que é “quebrantado” em partículas mais pequenas. George Horne.

Versículo 18. Coração quebrantado … contritos de espírito. Oh, pobre pecador!, Tu tens uma carga insuportável de pecado e de culpa dentro da tua alma, que te está oprimindo até ao Inferno, e, contudo, não a sentes; tens a ira de Deus pendurada sobre a tua cabeça pelo fio de uma vida curta, e é possível que ela te caia em cima antes de um ano, quiçá um mês, mas não a vês agora; se a visses, então gritarias como se ouviu no campo da batalha de Bosworth: “Um cavalo! Um cavalo! Um reino por um cavalo!” E tu exclamarias: “Nada senão Cristo! Nada senão Cristo! Dez mil mundos por Cristo!” James Nalton, 1664.

Verse 18. Contritos de espírito. (xwr-yakd), dakkeey ruach. Em ambas as palavras vai implicada a ideia de um martelo; o fazer em pedaços o mineral, e logo o bater o metal que foi separado do mineral. Isto recordará ao leitor Jr 23:29: “Não é a Minha palavra como fogo, diz o SENHOR, e como um martelo que esmiúça a penha?Adam Clarke.

Versículo 19. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas, ou, Muitas são as aflições dos justos, mas o SENHOR livra-os de todas elas, ou, Muitas são as aflições que o reto tem na vida, mas o SENHOR o livra de todas elas, ou ainda noutra leitura dos originais, Muitas são as tribulações do justo, mas o SENHOR o livra de todas elas. O advogado pode livrar o seu cliente num pleito; o médico pode livrar o paciente de uma enfermidade, o amo pode livrar o seu servo da servidão, mas o SENHOR nos livra de todas as aflições. Como quando Moisés foi libertar os israelitas ele não queria deixar absolutamente nada atrás, o mesmo acontece quando o SENHOR vem para libertar os justos não deixa nenhuma tribulação atrás. Aquele que diz: “Tirei-o do meio todas as suas iniquidades”, também dirá: “Te tenho tirado do meio de todas as tuas enfermidades e aflições.” Henry Smith.

Versículo 20. Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra (ou noutras leituras dos originais: Ele guarda todos os seus ossos, nem um só será quebrado, ou, Até o seu corpo está guardado por Deus, nenhum dos seus ossos será quebrado). A eternidade vai curar todas as Suas feridas. Nem um osso do corpo místico de Cristo será quebrantado, inclusivamente a ossatura do seu corpo humano foi conservada intacto. O amor divino vela sobre cada crente como velou sobre Jesus; nenhuma ferida fatal ocorrerá. Nem seremos detidos nem feitos inúteis no reino, mas seremos apresentados depois das provas da vida sem mancha nem ruga nem coisa semelhante, preservados em Cristo Jesus e guardados pelo poder de Deus pela fé para a salvação. C. H. S.

Versículo 20. Os ossos de Cristo eram em si mesmo frágeis, mas na realidade não podiam ser quebrados nem por toda a violência do mundo, porque Deus tinha decretado de antemão: “Nenhum dos Seus ossos será quebrado.” Assim nós confessamos que os filhos de Deus são mortais; mas todo o poder do diabo ou do homem não pode, não deve, matá-los, antes da sua conversão, de acordo com a eleição que deles fez Deus para vida, a qual tem de deve ser plenamente consumada. Thomas Fuller.

Tradução de Carlos António da Rocha

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