… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

27 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
27 de julho

“E eis que Tu és para eles como uma canção de amores, de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as Tuas palavras, mas não as põem por obra.” (Ez 33:32, ARC, Pt)

Uma das ironias de proclamar a Palavra do Senhor é que o povo frequentemente fascina-se com o pregador, mas não com a mensagem que demanda ação da sua parte.



Isto acontece com a pregação pública. O povo admira o pregador. Recorda as suas piadas e as suas ilustrações. Estão pendentes de como pronuncia as palavras. Como certa mulher dizia que: “Quase chorava cada vez que o meu ministro dizia a bendita palavra 'Mesopotâmia.” Mas estão paralisados no que concerne à obediência e imunizados contra a ação. A agradável voz do pregador anestesia-os.



Este é uma síndrome muito conhecido pelos que têm um ministério de aconselhamento. Há algumas pessoas que obtêm uma satisfação secreta quando são aconselhados. Gostam de ser o centro da atenção por uma breve hora. Desfrutam tanto o companheirismo e a atenção do conselheiro que chegam a ser “pacientes” crónicos.



Supõe-se que vieram para ser aconselhados. Porém, na verdade, não querem conselho; já decidiram, e sabem o que vão fazer. Se a recomendação do conselheiro coincidir com o seu próprio desejo, então sentem-se fortalecidos. Se não, rekeitarão o conselho e continuarão no seu obstinado caminho.



O rei Herodes pertencia a esta classe de diletantes. Ele, desfrutava, escutando João, o Baptista, (Mc 6:20), sem embargo, era um entusiasta superficial. Não tinha a intenção de permitir que a mensagem mudasse a sua vida.



Erwin Lutzer escreve: “Tenho descoberto que o problema mais frustrante ao ajudar aqueles que vêm para ser aconselhados é simplesmente que a maioria não quer mudar. Certamente, estão preparados para fazer ajustes menores, particularmente se a sua conduta lhes está ocasionando problemas. Mas a maioria deles sente-se à vontade com os seus pecados enquanto estes não lhes escapem da mão. E, frequentemente, preferem que a atividade de Deus nas suas vidas se reduza ao mínimo”.



Alguns conselheiros desenvolveram algum estratagema para reduzir o vazio entre o ouvir e o fazer. Dão ao aconselhado uma tarefa especial, algo que ele deve fazer antes de que se apresente à próxima sessão. Isto tende a eliminar aqueles que não se esforçam. Evita que ambos percam o tempo.



É algo muito sério chegar ao ponto na vida onde podemos escutar a Palavra de Deus sem sermos motivados por ela. Devemos orar por contínua sensibilidade à voz do Senhor e por boa disposição para fazer o que Ele diga.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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