… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

14 de agosto



William MacDonald
Um dia de cada vez
14 de agosto

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Sl 51:17, ARC, Pt)

Não há nada mais formoso na criação espiritual de Deus que um crente que demonstra um genuíno espírito de quebrantamento. Ainda que o próprio Deus encontre irresistível tal pessoa; pode resistir ao soberbo e orgulhoso (Tg 4:6), mas não ao quebrantado e humilde.

Na nossa condição natural, nenhum de nós está quebrantado. Somos como um potro selvagem, rebelde, obstinado e impetuoso. Resistimos ao freio, às bridas e à sela da vontade de Deus. Recusamos ser arreados, desejando ir pelo nosso próprio caminho. Enquanto permanecemos sem nos quebrantarmos, não somos aptos para o serviço.

A conversão é como o começo do processo de quebrantamento. O pecador penitente pode dizer:

“O coração mais orgulhoso que jamais bateu,
foi subjugado em mim;
A vontade mais selvagem que alguma vez surgiu
Para burlar-se da Tua causa ou auxiliar aos Teus inimigo
É sufocado, meu Deus, por Ti!”

Na conversão tomamos sobre nós o jugo de Cristo.

Mas é possível ser crente e não obstante comportar-se às vezes de maneira muito parecida com a dum potro indomado que deseja vagar livremente, ao seu agrado. Devemos aprender a passar as rédeas da nossa vida ao Senhor Jesus na prática da vida quotidiana. Temos de submeter-nos aos Seus mandamentos na nossa vida, sem dar coices, saltar ou relinchar. Temos de dizer:

O Seu caminho é melhor
Cessemos de planear inutilmente,
E a Ele deixemos o governo da nossa vida.

Precisamos praticar o quebrantamento, não só para com Deus mas também para com o nosso próximo. Isto significa que não seremos orgulhosos, agressivos, ou arrogantes. Não nos sentiremos impulsionados a defender-nos quando nos acusam injustamente, ou por causa dos nossos direitos. Nem devolveremos o golpe quando nos insultarem, ridicularizem, injuriem ou difamarem. Uma pessoa quebrantada desculpa-se com prontidão quando tem dito ou feito algo equivocado, sem largas explicações para justificar-se. Não guarda rancores nem regista os erros dos demais, mas considera os demais, como melhores do que ele próprio. Quando se topa com atrasos, interrupções, avarias ou acidentes, mudanças de horário e decepções, não responde com pânico, histeria ou trejeitos. Manifesta aprumo e equanimidade nas crises da vida.

Se um marido e esposa estiverem verdadeiramente quebrantados, nunca precisarão de recorrer ao divórcio. Os pais e filhos quebrantados nunca experimentam o “choque geracional.” Os vizinhos quebrantados nunca precisam de erigir cercas. As igrejas com pessoas que aprenderam o caminho do quebrantamento experimentam um avivamento contínuo.

Quando vamos à Ceia do Senhor e escutamos as palavras do Salvador: “Isto é meu corpo que por vós é partido”, a única resposta adequada é: “Esta é a minha vida, Senhor Jesus, quebrantada para Ti.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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