… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

17 de agosto


C. H. Spurgeon
“Leituras Vespertinas”

17 de agosto

“Esta enfermidade não é para a morte.” (Jo 11:4, ARC, Pt)

Das palavras do nosso Senhor, aprendemos que há um limite para a doença. Existe nelas um “para” que as delimita até um limite extremo, e além do qual não se pode ir. Lázaro pôde passar através da morte, mas a morte não era para ser a conclusão final da sua doença. Em todas as doenças, o Senhor diz às ondas de dor, “Até aqui virás, e não mais adiante.” (Job 38:11, ARC, Pt) O Seu propósito firme não é a destruição, mas a instrução do Seu povo. A sabedoria desliga o termómetro na boca da fornalha, e regula o calor.

1. O limite é animadoramente abrangente. O Deus da providência tem limitado o tempo, a forma, a intensidade, a repetição, e os efeitos de todas as nossas enfermidades, e cada palpitação é decretada, cada hora agitada predestinada, cada recaída ordenada, cada depressão de espírito conhecido de antemão, e cada resultado santificante eternamente pretendido. Nada grande ou pequeno, escapa ao ordenar da mão dAquele que enumera os cabelos da nossa cabeça.

2. Esse limite é sabiamente adaptado à nossa força, para o fim designado, e repartido com a graça. A Aflição não vem ao acaso—o peso de cada golpe do castigo é medido com precisão. Aquele que não cometeu erros no peso das nuvens e na distribuição dos Céus, não comete erros no medir dos ingredientes que compõem a medicina das almas. Não podemos sofrer demasiado, nem ser aliviados tarde demais.

3. O limite é carinhosamente designado. A faca do Cirurgião celeste nunca corta profundamente mais do que é absolutamente necessário. “Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens.” (Lm 3:33, ARC, Pt) O coração de uma mãe chora: “Tende dó do meu filho”; mas nenhuma mãe é mais compassiva do que o nosso Deus misericordioso. Quando consideramos quão duros somos de boca, é uma maravilha que não sejamos submetidos a um freio cruciante. Este pensamento está cheio de consolação, que Aquele que fixou os limites da nossa habitação, fixou também os limites da nossa tribulação.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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