… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 20 de agosto de 2017

20 de agosto


C. H. Spurgeon
“Leituras Vespertinas”

20 de agosto

“E fortificaram a Jerusalém até ao muro largo.” (Ne 3:8, ARC, Pt)

As cidades bem fortificadas têm paredes largas, e assim era Jerusalém na sua glória. A Nova Jerusalém deve, do mesmo modo, ser cercada e preservada por um largo muro de inconformismo do mundo, e separada dos seus costumes e do seu espírito. A tendência destes dias deita abaixo a santa barreira e faz a distinção entre a Igreja e o Mundo meramente nominal. Os professantes já não são muito rigorosos e puritanos, a literatura de honestidade um tanto duvidosa é lida por todas as mãos, passatempos frívolos são atualmente acarinhados, e uma frouxidão geral ameaça privar o peculiar povo do Senhor das singularidades sagradas que os aparta dos pecadores. Será um dia de mal para a Igreja e o Mundo, quando a amalgamação proposta estiver completada, e os filhos de Deus e as filhas dos homens sejam então como uma só carne: então será prenunciado outro dilúvio de ira. Amado leitor, seja o teu objetivo no coração, na palavra, no vestir, e na ação o manter o muro largo, lembrando-te de que a amizade do mundo é inimizade contra Deus. O muro largo tem oferecido um aprazível ponto de reunião para os habitantes de Jerusalém, da qual eles poderão comandar as perspetivas do país vizinho. Isto lembra-nos os extraordinariamente generosos mandamentos do Senhor, nos quais caminhamos em liberdade, em comunhão com Jesus, olhando por cima das cenas da Terra, e olhando para as glórias do Céu. Separados do mundo, e negando a nós mesmos toda a impiedade e as paixões carnais, não estamos, no entanto, na prisão, nem restringidos dentro de limites estreitos, ou melhor, caminhamos em liberdade, porque guardamos os Seus preceitos. Vem, leitor, esta noite andar com Deus nos Seus estatutos. Como um amigo tem encontrado um amigo em cima da muralha da cidade, assim encontres tu o teu Deus, no caminho da santa oração e da meditação. Tu tens o direito de atravessar os baluartes da salvação, porque és um homem livre do Burgo Real, um cidadão da metrópole do Universo.



Tradução de Carlos António da Rocha

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