… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

31 de agosto

William MacDonald
Um dia de cada vez
31 de agosto

“Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.” (Fl 3:7-8, ARC, Pt)


É excelente que um crente renuncie às grandes coisas da vida por causa do Senhor. Temos, por exemplo, um homem cujos talentos lhe trouxeram fama e riqueza e não obstante, por obediência à chamada divina, põe-nas aos pés do Salvador. Ou uma senhora cuja voz lhe tem aberto as portas das grandes salas de concerto do mundo, mas, agora sente que deve viver para outro mundo, assim rende a sua carreira artística para seguir a Cristo. Afinal de contas, o que é a reputação, a fortuna ou as distinções no mundo, quando se comparam com o ganho incomparável de ganhar a Cristo?

Ian MacPherson pergunta: “Existe cena mais profundamente comovedora que a de um homem cumulado de dons, pondo-os humildemente em adoração aos pés do Redentor? Afinal de contas, esse é o lugar onde se supõe que devem estar. Nas palavras de um velho e sábio teólogo galês: ‘o hebreu, o grego e o latim estão muito bem no seu lugar; mas o lugar deles não é onde Pilatos os pôs, sobre a cabeça de Jesus, pelo contrário, aos Seus pés’.”

O apóstolo Paulo renunciou à riqueza, à cultura e à posição eclesiástica e as estimou como perda por Cristo. Jowett comenta que “quando o apóstolo Paulo considerava os seus bens imóveis e a sua aristocracia como grandes lucros, ainda não tinha visto o Senhor; mas quando “a glória do Senhor” resplandeceu ante os seus olhos assombrados, tudo isso se desvaneceu em sombras e até se eclipsou. Não era tão somente que os seus bens imóveis anteriores se baratearam com a refulgência do Senhor e as pôde ver como coisas frágeis nas suas mãos; mas deixou de pensar nelas completamente. Esfumaram-se inteiramente da mente onde noutro tempo tinham sido apreciadas como depósitos supremos e sagrados.”

É estranho, então, que quando um homem abandona tudo para seguir a Cristo, alguns pensem que se tornou louco. Alguns escandalizam-se e ficam atónitos. Alguns choram e oferecem outras rotas alternativas. Outros argumentam sobre a base da lógica e do sentido comum. Uns poucos aprovam-no e comovem-se muito profundamente. Mas, quando uma pessoa caminha pela fé, é capaz de avaliar adequadamente as opiniões dos demais.

C. T. Studd abandonou uma fortuna privada e excelentes perspectivas de casa para dedicar a sua vida ao serviço missionário. John Nelson Darby deu as costas a uma brilhante carreira e chegou a ser um ungido evangelista, professor e profeta de Deus. Os cinco mártires do Equador renunciaram às comodidades e materialismo nos Estados Unidos da América para que a tribo Auca conhecesse Cristo.

O povo chama-lhe um grande sacrifício, mas não é sacrifício. Quando alguém procurou elogiar a Hudson Taylor pelos sacrifícios que tinha feito por Cristo, Taylor disse-lhe: “Homem, nunca tenho feito um sacrifício na minha vida.” E Darby manifestou numa ocasião: “Não é nenhum sacrifício renunciar a lixo.”
Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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