… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

15 de agosto


William MacDonald
“Um dia de cada vez”
15 de agosto

“Acautelai-vos e guardai-vos de toda a avareza.” (Lc 12:15, ARC, Pt)

A avareza é o desejo excessivo pela riqueza ou pelas posses. É uma mania que atende às pessoas, causando-lhes o desejar mais e mais. É uma febre que os leva a anelar coisas que na verdade não necessitam.



Vemos a avareza no homem de negócios que nunca está satisfeito, que diz que se deterá quando tiver acumulado uma certa quantidade, mas quando esse tempo chega, está ávido de mais.



Vemo-la na dona de casa cuja vida é uma interminável festa de compras. Amontoa toneladas de coisas diversas até que o seu desvão, garagem e despensa se enchem com as compras.



Notamo-la na tradição dos presentes de Natal e de aniversário. Jovens e velhos igualmente julgam o êxito da ocasião pela quantidade de artigos que são capazes de acumular.



Apalpamo-la na disposição duma herança. Quando alguém morre, os seus parentes e amigos derramam umas lágrimas fingidas, para logo descer como lobos a dividir a presa, frequentemente começando uma guerra civil no processo.



A avareza é idolatria (Ef 5:5; Cl 3:5). A avareza coloca a própria vontade no lugar da vontade de Deus. Expressa insatisfação com o que Deus deu e está determinada a conseguir mais, sem importar qual possa ser o custo.



A avareza é uma mentira, já que cria a impressão de que a felicidade se encontra na posse de coisas materiais. Conta-se a história dum homem que podia ter tudo o que queria com simplesmente desejá-lo. Queria uma mansão, servidores, um Mercedes, um iate e zás! Ali estavam instantaneamente. Ao princípio isto era estimulante, mas uma vez que começou a ficar sem novas ideias, ficou insatisfeito. Finalmente disse: “Desejo sair daqui. Desejo criar algo, sofrer algo. Preferiria estar antes no Inferno que aqui.” O servente respondeu: “Onde crês que estás?”



A avareza tenta às pessoas ao risco, à fraude e a pecar para conseguir o que se desejam.



A avareza faz incompetente um homem para a liderança na igreja (1Tm 3:3). Ronald Sider pergunta: “Não seria mais bíblico aplicar a disciplina eclesiástica àqueles cuja cobiça voraz os levou a “êxito financeiro” em vez de os eleger como parte do conselho de anciãos?”



Quando a cobiça leva aos desfalques, à extorsão ou a outros escândalos públicos, exige a excomunhão (1Co 5:11). E se a avareza não é confessada e abandonada, leva à exclusão do Reino de Deus (1Co 6:10).

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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