… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

16 de agosto



 William MacDonald
“Um dia de cada vez”

16 de agosto

“Assim, tendo sustento e abrigo, estejamos contentes com isto.” (1Tm 6:8, RV60)

Poucos cristãos tomam estas palavras seriamente, entretanto, estas são tão verdadeiramente Palavra de Deus como João 3:16. Dizem-nos que devemos estar satisfeitos tendo sustento e abrigo. A palavra “abrigo” inclui um tecto sobre as nossas cabeças assim como as roupas que vestimos. Por outras palavras, devemos estar contentes com o mínimo essencial e pôr todo o resto que está por cima disso para a obra do Senhor.

O homem que tem contentamento tem algo que o dinheiro não pode comprar. E. Stanley Jones dizia: “Todas as coisas pertencem ao homem que não deseja nada. Ao não ter nada, possui todas as coisas na vida, incluindo a vida mesma... É rico na escassez da sua indigência e não na abundância das suas posses.”

Há anos quando Rudyard Kipling falou com uma classe de graduados na Universidade McGill, advertiu aos estudantes para que não dessem muito valor à riqueza material. Disse: “Algum dia encontrar-se-ão com um homem a quem não lhe importa nenhuma destas coisas, e então dar-se-ão conta de quão pobres sois vós.”

“O cristão mais feliz sobre a Terra é o que tem poucas necessidades. Se um homem tem a Cristo no seu coração, o Céu ante os seus olhos e somente as bênçãos temporárias estritamente necessárias para viver sem problema a vida, então a dor e a tristeza têm pouco que fazer; este homem tem pouco que perder” (William C. Burns).

Este espírito de contentamento parece ter caracterizado a muitos dos gigantes de Deus. David Livingstone dizia: “Tenho determinado não considerar nada meu do que possuo, excepto em relação ao Reino de Deus.” Watchman Nee escreveu: “Não desejo nada para mim mesmo; desejo tudo para o Senhor.” E Hudson Taylor dizia que desfrutava: “o luxo de ter poucas coisas pelas quais preocupar-se.”

Para alguns, a ideia de contentamento significa falta de impulso e ambição. Descrevem a pessoa satisfeita como um parasita ou um poupado. Mas esse não é o contentamento cristão. Este tem abundância de impulso e ambição, mas está dirigido para o espiritual, não ao material. Em vez de viver à custa dos outros, o cristão trabalha para poder dar àqueles que estão em necessidade. Nas palavras de Jim Elliot, a pessoa satisfeita é aquela que: “Afrouxou a tensão da mão agarrada.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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