… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

29 de setembro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
29 de setembro

“Logo achei aquele a quem ama a minha alma; agarrei-me a ele, e não o larguei.” (Ct 3:4, ARC, Pt)

RECEBE-NOS Cristo quando nos aproximamos dEle, não obstante, toda a nossa passada pecabilidade? Nunca Ele nos repreende por termos provado primeiro todos os outros refúgios? E existe na Terra alguém como Ele? É Ele o melhor entre todos os bons e o mais belo entre todos os belos? Oh!, então louvemo-Lo. Filhas de Jerusalém, exaltai-O com adufe e harpa! Para baixo com os vossos ídolos! Acima com o Senhor Jesus! Deixemos que os estandartes de pompa e orgulho sejam pisados sob os pés, mas que a cruz de Jesus, que o mundo não vê com bons olhos e de quem faz pouco, seja levantada nas alturas. Oh!, se tivéssemos um trono de marfim para o nosso Rei Salomão! Que Ele Se sente no Céu para sempre e que a minha alma se sente no Seu escabelo e beije os Seus pés e os lave com as minhas lágrimas. Oh, quão precioso é Cristo! Como pode ser que eu pense tão pouco nEle? Como posso eu afastar-me em busca de gozo ou de consolo quando Ele tem tanta abundância, é tão rico e satisfaz tanto? Companheiro crente, faz um pacto com o teu coração no sentido de que nunca te separarás dEle, e, depois, pede ao teu Senhor que o ratifique. Pede-Lhe que te ponha como um anel no Seu dedo e como uma pulseira no Seu braço. Pede-Lhe que te cinja a Ele assim como a noiva no dia do casamento se embeleza com ornamentos e como o noivo põe sobre si as suas jóias. Eu queria viver no coração de Cristo. Minha alma quer habitar eternamente nas fendas daquela rocha. “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si e para a sua prole, junto dos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu”; e do mesmo modo também queria eu fazer o meu ninho, a minha casa, em Ti, para que nunca mais a alma da Tua pomba se afaste de Ti, mas que eu faça o meu ninho colado a Ti, oh Jesus, meu verdadeiro e único descanso.

“Quando acho o meu Precioso Senhor,
Toda a minha paixão arde,
A Ele me amarro com cordas d’ amor,
Agarro-me a Ele, e não O largarei.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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