… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de outubro de 2016

1 de outubro

Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
1 de outubro O lugar da exaltação

“… Jesus tomou … e os levou sós, em particular, a um alto monte…” (Mc 9:2, ARC, Pt)

Todos nós já tivemos momentos de exaltação na montanha, quando vimos as coisas na perspectiva de Deus e quisemos lá ficar. Mas Deus nunca nos permitirá que fiquemos lá. O verdadeiro teste da nossa vida espiritual é termos a capacidade de descermos da montanha. Se só temos o poder de subir, algo está errado. É uma coisa maravilhosa estar na montanha com Deus, mas uma pessoa só chega lá para que ela possa mais tarde descer e para que levante o povo possuído pelo demónio no vale (vê Marcos 9:14-18). Não somos feitos para as montanhas, para os amanheceres ou para as outras belas atrações da vida— tudo isto é simplesmente planeado para que nos seja como momentos de inspiração. Nós somos feitos para o vale e para as coisas simples da vida, e é aí que temos de provar a nossa resistência e fortaleza. Contudo, o nosso egoísmo espiritual quer sempre repetidos momentos na montanha. Sentimos que podemos falar e viver como anjos perfeitos, se apenas pudéssemos ficar no topo da montanha. Esses momentos de exaltação são excepcionais e têm o seu significado na nossa vida com Deus, mas devemos tomar cuidado para evitar que o nosso egoísmo espiritual queira fazer deles o único momento.



Sentimo-nos inclinados a pensar que tudo o que acontece é para ser transformado em ensino útil. Na verdade, é para ser transformado em algo ainda melhor do que o ensino, nomeadamente, o caráter. O cume da montanha não se destina a ensinar-nos alguma coisa, ele destina-se a fazer-nos alguma coisa. Há sempre uma armadilha terrível em estar perguntando: “Qual é a utilidade desta experiência?” Nós nunca podemos medir assuntos espirituais dessa maneira. Os momentos no cume da montanha são momentos raros, e eles têm um objectivo de grande importância no desígnio de Deus.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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