… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 12 de novembro de 2016

12 de novembro de 1880 • Ben-Hur: A Tale of the Christ (Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo)


12 de novembro de 1880 Ben-Hur: A Tale of the Christ (Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo)
Capa da primeira edição de Ben Hur, por Lew Wallace, em 1880


Lewis “Lew” Wallace, o seu autor, era conhecido por ser precisamente um homem ateu. Certa vez, viajando de comboio com um grande amigo, comentavam a respeito da quantidade de torres de igrejas que havia na cidade de Saint Louis, capital do Missouri, acrescentando que não podiam entender como tanta gente culta acreditava nas Escrituras. Naquele momento, o amigo sugeriu-lhe que escrevesse um livro provando ao mundo que Jesus Cristo nunca existiu e que muito menos, Deus tinha inspirado os autores dos Evangelhos ou dos outros livros do Novo Testamento. Tal livro por certo o tornaria célebre e derrubaria o “mito” de que Jesus é o Salvador do mundo. Concordando com o amigo, Lewis revelou o plano à sua esposa. Por mais de dois anos, Lewis recolheu dados e pesquisou a vida de Jesus ao pormenor, em diversas bibliotecas dos Estados Unidos. Por fim, encontrou-se numa situação bem difícil. Disse ele: “Comecei a escrever um livro para provar que Jesus Cristo nunca existiu e quando me dei conta estava provando que Ele de facto existiu. Tal convicção tornou-se em mim certeza absoluta. Ao estudar o Seu caráter, não tive mais dúvidas de Ele ser o Filho de Deus, e assim abri-Lhe totalmente o meu coração a Ele.”



Pois é este homem, um novo Lew Wallace, que escreve Ben-Hur: A Tale of the Christ (Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo). Este romance épico conta a história de um personagem fictício chamado Judá Ben-Hur contemporâneo de Jesus Cristo. O “Ben-Hur” foi publicado pela primeira vez pela editora Harper & Brothers, neste dia 12 de novembro de 1880. É considerado “o livro cristão mais influente do século XIX”, que se tornou num best-seller. Esta obra de Lewis Wallace acabou por superar a “Cabana do Pai Tomás“ (1852), de Harriet Beecher Stowe em vendas.



Já foi adaptado para o teatro e para o cinema inúmeras vezes, sendo a adaptação de 1959 para o cinema com a direção de William Wyler a mais conhecida por ter tido doze indicações para o Óscar e ganho onze delas. É pois através do cinema que o livro “Ben-Hur” de Lew Wallace se tem tornado mais conhecido. Na adaptação de 1959 para o cinema deu origem a uma fita com quatro horas de duração, cujo núcleo central é a fé e a busca da vida espiritual, que nos prende do princípio ao fim.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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