… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

15 de novembro de 1630 • Johannes Kepler e a oração



15 de novembro de 1630 Johannes Kepler 


e a oração

Neste dia 15 de novembro de 1630 morre um homenzinho franzino e doente, num quarto humilde de Ratisbona. Ninguém no dia seguinte, presta atenção ao anúncio da sua morte. E no entanto, desaparecia um dos maiores astrónomos da história, aquele que descobriu as leis básicas que regem o movimento da Terra e dos planetas, Johannes Kepler. Protestante fiel firmemente ligado à Confissão de Augsburgo.

Kepler, veio para ajudar, em 1596, o astrónomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), e herdou à morte dele o seu lugar como Matemático Imperial de Rodolfo II de Habsburgo, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, rei da Boémia e rei da Hungria. (1552-1612). Tendo herdado as observações precisas de Tycho Brahe sobre os movimentos de Marte, Kepler veio a descobrir que a órbita de Marte era uma elipse. Isto permitiu-lhe reformular a astronomia através do estabelecimento da sua primeira teoria do movimento planetário que diz que as órbitas dos planetas são elipses que eles realizam nos seus movimentos de translação à volta do Sol.

Kepler completou as “Tabulae Rudolphinae” em 1627, iniciadas por Tycho Brahe. Usando logaritmos com elas consegue-se calcular posições passadas e futuras dos planetas a qualquer momento.

Ele tinha uma fé viva, a prova é esta bela oração:

Grande é o nosso Deus, grande é o Seu poder,
E Sua sabedoria é infinita.
Louvai-o, céus!
Louvai-o, Sol, Lua e planetas,
na língua que vos foi dada
para louvar o vosso Criador

E também tu, minh’alma, canta,
canta o mais que puderes
a honra do Senhor.
Dele e para Ele são todas as coisas,
mesmo as que ainda
nos são desconhecidas
e as que já conhecemos.
A Ele Louvor, Honra e Glória
pelos séculos dos séculos.

Rendo-Te graças, Criador e Senhor,
Por me dares esta alegria da visão da Tua criação,
Este prazer de contemplar as obras das Tuas mãos.
Eu tentei anunciar aos homens
O esplendor das tuas obras,
Na medida em que a minha mente limitada
podia compreender a Tua infinidade.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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