… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

16 de novembro de 1632 • O Poder Dos Hinos



16 de novembro de 1632 O Poder Dos Hinos
Gustavo Adolfo desembarca na Alemanha.

A Guerra dos Trinta Anos que se estendeu de 1618 a 1648 foi um conflito complexo que condensou várias confrontações numa contínua conflagração. Uma das principais contendas era entre os católicos e os protestantes da Alemanha.



Em 1630 os exércitos imperiais católicos estavam tendo grande êxito e a causa evangélica parecia impossível. Todos os príncipes protestantes haviam sido derrotados pelas milícias da igreja de Roma, e os vitoriosos estavam-se preparando para extinguir o remanescente do luteranismo na Alemanha.



Então, nesta ocasião, o rei Gustavo Adolfo da Suécia decidiu salvar o protestantismo na Europa continental e desembarcou na Alemanha em 24 de junho de 1630 com o seu pequeno, mas bem treinado, exército. O marquês de Brandeburgo e o duque da Saxónia haviam-lhe provido tropas adicionais. Numa sucessão de vitórias rápidas, derrotou o exército católico e avançou vitoriosamente através da Alemanha.



Finalmente o exército imperial católico preparou-se para enfrentar-se o rei Gustavo na Batalha de Lucena, no sul da Alemanha. Ali, na manhã deste dia, 16 de novembro de 1632, o monarca da Suécia ordenou ao capelão do seu exército que dirigisse as suas tropas em adoração a Deus, enquanto ele mesmo também com elas cantava este hino:



Não temas, fiel rebanho cristão;

Deus é o teu refúgio e a tua rocha;

Não temas pela tua salvação,

Embora seja feroz o inimigo e escura a noite,

O Senhor dos exércitos será a tua força,

Cristo, a tua iluminação.



Levanta-te, levanta-te, resiste ao inimigo!

Clama no nome do Deus Todo-poderoso,

Que Ele te dotará com fortaleza,

E Cristo teu sacerdote eterno,

Em todos os teus conflitos te assistirá,

De força em força te renovará.



Gustavo então ajoelhou-se uma prece fervorosa, mas ainda uma densa névoa impediu que as forças protestantes iniciassem o ataque. Enquanto esperavam, o rei ordenou aos músicos que tocassem para que todas as tropas cantassem este grande hino do Martinho Lutero:



Uma poderosa fortaleza é nosso Deus, um baluarte que nunca falha;

Nosso ajudador, que prevalece no meio do dilúvio de males mortais,

Enquanto o nosso antigo inimigo procura causar-nos infortúnios.

A sua astúcia e poder são grandes, e armado com ódio crucial,

Na terra não tem outro igual.



Se confiarmos na nossa própria força, o nosso esforço perder-se-á,

Sem o Homem correto a nosso lado, o Homem eleito por Deus,

Perguntas-te quem é que Ele será? Jesus Cristo, é Ele -

Jeová dos Exércitos é Seu nome, de século em século Ele é o Mesmo,

E vai vencer a batalha.



À medida que névoa se ia começando a dissipar, o próprio Gustavo orou: “Jesus, Jesus, ajuda-me hoje a travar a batalha pelo Teu santo Nome”. Depois gritou às suas tropas: “Agora avancem para o ataque no nome do nosso Deus!”. As tropas responderam: “O Senhor está connosco!” e, então, resolutas seguiram o seu rei na batalha.



O combate avançava e retrocedia. Às onze da manhã, o monarca caiu do seu cavalo mortalmente ferido. Imediatamente se escutou o clamor: “O rei está ferido! O rei está ferido!”, e isto marcou o momento decisivo da batalha. Em resposta, o exército sueco carregou ferozmente contra as linhas inimigas. No fim do dia, quando os combates iam terminando tinham obtido a vitória, e os evangélicos alemães foram preservados. Tal como haviam cantado cedo nessa manhã: “Embora seja feroz o inimigo e escura a noite,/O Senhor dos exércitos será a tua força”. As tropas de Gustavo Adolfo tinham vencido a batalha, embora ele estivesse ferido de morte.



Quando se cantam hinos ou cânticos de adoração na Igreja, dá atenção às palavras? Permite que Deus lhe ministre por meio delas? O rei Gustavo usou a letra dos hinos para inspirar e elevar a moral das suas tropas. Permita que elas façam o mesmo por si.



E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5:18-20, ARC, Pt).

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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