… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

29 de novembro de 1627 • John Ray, o “Pai da História Natural”



29 de novembro de 1627  John Ray, o “Pai da História Natural”
John Ray e o seu amigo Francisc Willughby fizeram juntos um pacto incrível: eles iriam fazer uma descrição sistemática de todas as plantas e animais do mundo! Ray faria a descrição das plantas, Willughby faria a descrição dos animais. O seu trabalho era para ser totalmente baseado em observações, eles não incluiriam as criaturas míticas frequentemente acrescentadas pelos naturalistas em trabalhos anteriores.


Os dois naturalistas viajaram por toda a Inglaterra e pela Europa, observando cuidadosamente a flora e a fauna. Quando Francis morreu em 1672, aos 37 anos, ele deixou no seu testamento dinheiro que John usou para fielmente editar e publicar as notas do seu bom amigo Willughby sobre pássaros e peixes, enquanto ele ia continuando o seu trabalho sobre as plantas.



O trabalho de John sofria de alguns erros graves, mas ao mesmo tempo ele deu um grande passo à frente na classificação das espécies. Ele tinha-se questionado a si mesmo para saber qual devia ser o princípio orientador para organizar logicamente as plantas de acordo com os tipos? Se uma planta é classificada de acordo com o seu sistema radicular, a forma de folha, a flor, a fruto, ou o habitat? Ainda assim, colocou a questão a si próprio: "Qual foi o princípio fundamental que Deus usou Sua na ordenação?"



Baseado em Génesis 1, John afirmou que as espécies eram descendentes de um par masculino-feminino criado por Deus, como a raça humana. A definição de John para uma espécie foi corajosamente simples, e pode aplicar-se igualmente aos vegetais e aos animais. Uma espécie, então, era um conjunto de indivíduos que reproduzem novos indivíduos semelhantes a si. Ainda que possa haver vastas variações e mutações dentro das espécies, ele cria que, no fundo, havia uma fixidez das espécies. De modo igual, o mais famoso cientista sueco luterano Carlos Lineu baseou o seu famosa sistema de classificação com a própria definição de John.



John no seu trabalho teve em consideração os nomes que Adão deu aos animais no Jardim do Éden. Quando acabou as observações pormenorizadas das plantas e dos animais, ele começou a tarefa de interpretar o significado dos processos físicos, e também ainda como é que as formas e as funções das plantas e dos animais foram adaptadas ao meio ambiente e a natureza do comportamento instintivo. Por exemplo, ele fez a pergunta: "Por que existem tantas criaturas desagradáveis como os insectos?" Na sua resposta considerou o propósito de Deus na criação. As formigas são mais numerosos do que qualquer outro grupo de insectos, porque muitos outros seres viviam em cima deles e dos seus ovos. Alguns insectos produzem medicamentos para os homens, enquanto outros podem ser usados por Deus como um flagelo sobre os ímpios.



Quanto mais John estudava a natureza, mais ele passou a temer a Deus que a tinha criado. Quem pense que este mundo com as suas muitas criaturas e o criado com tanta perfeição possa ter surgido sem um Criador deve ser altamente irracional", concluía John. Isso o levou a escrever “The Wisdom of God Manifested in the Works of the Creation” (‘A Sabedoria de Deus, manifestada nas Obras da Criação’), que ele havia iniciado anos antes nos seus tempos de escola, e que foi usado como um texto de referência em teologia natural durante dois séculos.



John Ray cria que o estudo cuidadoso e as observações da criação de Deus, podiam não só ajudar como produzir no cientista uma resposta religiosa: uma gratidão rejubilante no plano de Deus, uma percepção de que a fé cristã era verdadeira e uma compreensão do dever de levar uma vida justa diante do Criador do Universo.



Nascido neste dia, 29 de novembro de 1627 (pensa-se), John sobreviveu a muitos de seus amigos mais novos, morrendo em 1705. Ele produziu uma incrível quantidade de obras, a grande maioria das quais não podem ser mencionadas neste artigo curto.



Deixo duas das suas máximas mais conhecidas: "A alegria compartilhada é uma alegria dobrada." e "A boa consciência serve de boa almofada."


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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