… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

3 de novembro de 1966 • Os Beatles são “mais populares do que Jesus”


3 de novembro de 1966 

Os Beatles
são “mais populares do que Jesus”
Neste dia, 3 de novembro de 1966, John Lennon afirma categórico aos repórteres que a sua banda, os Beatles, são "mais populares do que Jesus", desencadeando uma tempestade de controvérsias.
Vivia-se a Beatlemania. As miúdas até comiam a relva dos estádios aonde os Fab Four se exibiam. A revista DateBook divulgava a entrevista que Lennon concedeu a Cleave destacando a frase "Somos mais populares que Jesus". Fundamentalistas cristãos indignaram-se com a frase de Lennon e protestaram. Uma rádio em Birmingham, nos EUA, no Alabama, organizou um boicote de não tocar as canções dos Beatles, e num fósforo os discos (eram de vinil, uma espécie de alcatrão solidificado) da banda foram queimados publicamente num grande fogaréu. Rapidamente diversas estações de rádio norte-americanas se recusavam a passar as canções dos Beatles nas suas programações e, na África do Sul então em “Apartheid”, houve o banimento das canções do grupo de Liverpool nas suas estações de rádio durante cinco anos. Houve inclusive a manifestação do Papa Paulo VI e do governo fascista de Francisco Franco, da Espanha, que criticaram a postura de Lennon. John depois pediu desculpas publicamente pela afirmação e foi perdoado pelo papa Bento XVI em 2008!
Para o “L’Osservatore Romano”, jornal oficial do Vaticano, numa lista dos melhores álbuns de sempre, os Beatles são os melhores, ocupando o primeiro lugar da lista com o álbum “Revolver”. E há até quem considere a cancão “Let it be” da dupla Lennon-McCartney, de 1970, um cântico mariano. Lenon teria tido influências anglicanas na infância. Paul McCartney e George Harrison teriam tido alguma educação católica em garotos e agora Harrison pairava nas nuvens do exotismo hindu. Penso que é ir longe demais nessa consideração. Contudo, lá se refere-se à “Mother Mary” que “vem ter comigo com palavras de sabedoria” (“When I find myself in times of trouble,/Mother Mary comes to me/Speaking words of wisdom: let it be”). E o que é que a “Mother Mary” responde? “Let it be”, que, em latim, seria “fiat”, “faça-se”, “seja”. E também se pode deduzir do “times of trouble” o “hora mortis nostrae”, o “agora e na hora da nossa morte” da Avé Maria. É inventar muito! Não é ver de mais?! E todavia, …. só um devoto Católico se agarra tanto a Maria! 
E para os amantes da redondinha, mais uma de Meirim. Segundo se ouvia então, quando Joaquim Meirim passou pelo Belenenses fazia os treinos da equipa de futebol sénior que militava na Primeira Divisão no velhinho Restelo ao som sincopado dos Beatles… Houve logo uma grande bronca! …e ele foi para o meio da rua! Não porque os Beatles são “mais populares do que Jesus” mas ... porque a “menina” não beijava as redes da baliza adversária!

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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