… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30 de novembro de 1898 • O amor de um avô



30 de novembro de 1898 O amor de um avô
O Sr. e a Sra. Moody com os netos.
Dwight Lyman Moody nasceu em 5 de fevereiro de 1837, e foi um dos grandes evangelistas do seu tempo. Pregou a mais pessoas do que qualquer um dos seus contemporâneos e foi o catalisador de grandes despertamentos espirituais, não só nos Estados Unidos da América e Canadá, mas, também na Inglaterra, Escócia e Irlanda.



Contudo, o que mais importante para ele, tanto como o seu ministério evangelístico, era a sua família. Teve três filhos: Emma, Will e Paul, e a chegada dos seus netos trouxe-lhe um gozo especial. Os primeiros dois: Irene, a filha de Will, e Emma, a filha da Emma, nasceram em 1895. Moody amava-os entranhadamente



A chegada do neto, seu homónimo, Dwight Lyman Moody, em novembro de 1897, trouxe-lhe ainda muito mais gozo. Mas ninguém podia imaginar que os seus netos amados muito em breve precipitariam a sua crise final.



Neste dia, 30 de novembro de 1898, enquanto estava em Colorado, D. L. Moody recebeu um telegrama que o deixou estupefacto. O pequeno Dwight de um ano, o seu orgulho e gozo, tinha morrido. Arrasado pela dor, escreveu assim aos pais muito magoados: “Sei que Dwight está passando muito bem, e que devemos regozijar-nos com ele... Como seriam as mansões sem os pequeninos? Ele era o último que devia ter partido no nosso meio, mas foi o primeiro a chegar lá! Tão a salvo, tão livre de todas as dores que nós estamos aqui passando! Dou graças a Deus pela sua vida. Ele foi quase sempre todo sorrisos e alegria, que corpo glorificado terá, e com que gozo esperará a vossa chegada! Deus não nos dá um amor tão forte uns pelos outros, apenas por uns poucos de dias ou anos, mas sim para ele que permaneça para sempre! Vós tereis o vosso querido filhinho pelos séculos dos séculos, e o amor continuará aumentando! O Mestre tinha necessidade dele, de outra forma não o teria chamado; e agora sintam-se altamente honrados porque Ele tomou da vossa casa aquele que Ele desejava!



“Já não posso pensar nele, como se ele pertencesse à terra. Quanto mais penso nele, mais me convenço que ele foi enviado unicamente para nos unir uns aos outros até que vamos para um mundo de luz e gozo. Já não quereria que ele voltasse, ainda que pudesse ter toda a terra para lha dar … Amado, amado menininho... Não tenho dúvida de que quando viu o Salvador sorriu como fazia quando vos via a vós, e as palavras que me vêm uma e outra vez à minha mente são estas: ‘Tudo está bem com o menino...’ Obrigado Deus, Dwight está seguro no lar, e todos nós o veremos muito em breve.



Vosso pai que vos ama,

Dwight L. Moody.”



No mês de março seguinte, a pequena Irene adoeceu com tuberculose e em agosto estava completamente consumida. Moody trouxe Will, a sua esposa Mai e a pequena Irene para o seu lar, para lhes oferecer toda a ajuda que podia, mas nada se pôde fazer para a salvar. Para imensa dor de todos, Irene morreu justamente oito meses depois do seu irmãozinho.



No funeral, Moody inesperadamente pôs-se de pé e falou de Elias, “esperando no vale do Jordão, já há tantos anos, para que o carro de Deus o levasse para o lar.” E continuou, dizendo: “Uma vez mais o carro de Deus desceu ao vale de Connecticut, ontem pelas seis e meia da manhã e levou a nossa pequena Irene para o lar Celestial.”



A dor agoniou de tal maneira o coração deste avô, que apenas só quatro meses depois, era ele mesmo quem estava morrendo. No seu leito de morte recuperou o conhecimento momentaneamente e disse: “O que significa isto? Devo ter estado em transe! Fui às portas do Céu! Tudo era tão maravilhoso, e vi as crianças!.”



Curioso, querendo saber mais, seu filho Will perguntou-lhe: “Ó pai, viste-as?”



Moody respondeu-lhe: “Sim, vi Irene e o Dwight.” De manhã muito cedo, no seu último dia na terra, o seu filho Bill, que o velava, ouviu-lhe dizer algo, e inclinando-se para ele, ouviu estas palavras: “A terra retrocede, o Céu se abre, Deus está-me chamando!”



Inquieto, Bill chamou os outros membros da família. “Não, não papá, não está tão mal”, disse-lhe o filho. O moribundo abriu os olhos e ao ver-se rodeado pela sua família, disse: “Já tive dentro das portas! Vi o rosto das crianças!”



Pouco depois perdeu o sentido outra vez, mas logo, voltando a si, abriu os olhos e disse: “É isto a morte? Isto não é mau! Não há o tal vale sombrio! Isto é a bem-aventurança! Isto é doce! Isto é a glória!”



Com o coração quebrantado, a sua filha disse-lhe: “Papá, não nos deixe!” “Ó!”, respondeu o moribundo: “Emília, eu não recuso o viver. Se Deus quiser que eu viva, viverei; mas se Deus me chama, é preciso que me levante e vá!”



Um pouco mais tarde alguém procurou despertá-lo, mas ele respondeu em voz baixa: “Deus está-me chamando! Não me importunem para que volte! Este é o dia da minha coroação! Há quanto tempo o esperava!”



E assim voou o seu espírito à presença de Deus para receber a coroa de glória. Alguns momentos depois estava com os seus netinhos.



Já experimentou a perda de alguém muito próximo de si? A pena pode ser um obstáculo tão entristecedor nas nossas vidas, que pode parecer impossível de superar. A enormidade da dor de Moody ante a morte dos seus dois netinhos só pode comparar-se com a profundidade do consolo de Deus. Traga-Lhe as suas perdas a Ele e aceite o Seu consolo! “Por isso, o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado, para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de equidade: bem-aventurados todos os que nEle esperam.” (Is 30:18, ARC, Pt)


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


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