… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

4 de novembro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
4 de novembro
“Na tua luz veremos a luz.” (Sl 36:9, ARC, Pt)

Não há lábios capazes de revelar o amor de Cristo ao coração até que Jesus, Ele mesmo, o revele no íntimo. Todas as descrições falham e perdem o interesse, a não ser que o Espírito Santo as encha com vida e poder; até que o nosso Emmanuel Se revele a Si mesmo, a alma não o vê. Se tu querias ver o Sol, reunirias os meios comuns de iluminação e procurarias por esse meio ver o astro do dia? Não, o homem entendido sabe que o Sol tem de revelar-se a si mesmo, e que unicamente pelo seu próprio resplendor pode essa poderosa lâmpada ser vista. Assim é com Cristo. “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas” disse Ele a Pedro “porque não foi carne e sangue quem to revelou.” Purifica a carne e o sangue por um processo educacional que possas escolher, eleva as faculdades mentais ao mais alto grau de poder intelectual, todavia, nada disso pode revelar Cristo. O Espírito de Deus tem de vir com poder e “fazer sombra” com as Suas asas sobre o homem, e, depois, nesse místico santuário, o Senhor Jesus tem de mostrar-Se ao olho santificado como não o faz aos catracegos filhos dos homens. Cristo tem de ser o Seu próprio espelho. A grande maioria deste mundo tem os olhos remelosos, e, por isso, não pode ver nada das inefáveis glórias de Emanuel. Eles vêm Jesus sem forma, ou seja, desgracioso, como uma raiz em terra seca, rejeitado pelo vaidoso e desprezado pelo soberbo. Jesus só é compreendido por aquele cujo olho o Espírito tocou com colírio, por aquele cujo coração o Espírito avivou com vida divina e por aquele cuja alma o Espírito educou para gostar do celestial. “Para vós, os que credes, Ele é precioso”; para ti Ele é a principal pedra de esquina, a Rocha da tua salvação, o teu tudo em tudo. Mas para outros, Ele é “uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo”. Felizes são aqueles a quem o nosso Senhor Se manifesta, porquanto Ele promete aos tais que fará com eles a Sua morada. Oh, Jesus, nosso Senhor, o nosso coração está aberto, entra nele e nunca mais saias. Revela-Te a nós agora! Favorece-nos com um vislumbre do Teu encanto irresistível.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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