… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 19 de novembro de 2016

19 de novembro de 1857 • Henry Havelock tinha um salvador amante e misericordioso


19 de novembro de 1857 Henry Havelock tinha um Salvador amante e misericordioso

A estátua do General Havelock em Trafalgar Square, Londres. (Da Wikipédia)


Em 1815 um jovem inglês chamado Henry Havelock entrou no exército como segundo tenente. Nesse tempo, as promoções no exército britânico eram compradas. Quando o seu pai perdeu a sua fortuna em 1820, ele reconheceu que a sua única esperança para progredir era na Índia, aonde podia ir ascender na sua carreira sem ter de pagar por isso. Consequentemente em 1823 embarcou para lá.



A bordo da embarcação, fez-se amigo de James Gardner, um tenente jovem como ele, que lhe emprestou o livro de “Memórias” do reverendo Henry Martyn. Era a história do capelão da Companhia Inglesa das Índias Orientais (mais tarde chamada Companhia Britânica das Índias Orientais), que em 1805 tinha realizado a mesma viagem que ele estava fazendo agora. Martyn também tinha sido um jovem brilhante, aparentemente muito moral, similar a ele mesmo em muitas formas, que depois de concluída a universidade tinha experimentado uma conversão “definitiva”, uma palavra que o incomodava intensamente. Não obstante, ficou impactado com a última anotação que Martyn registara no seu diário, alguns dias antes da sua morte aos trinta e um anos, quando escreveu sobre a doce consolação e paz que tinha recebido de Deus.



O livro seguinte que Gardner lhe emprestou foi um de Thomas Scott. Nele o autor registrou a sua jornada espiritual numa posição muito similar à sua, falando do seu orgulho na sua própria auto suficiência e a sua negação à Deidade de Cristo. Scott havia sido influenciado pouco a pouco por John Newton, o escritor de hinos e ex-comerciante de escravos, que reconheceu que Cristo era o Filho de Deus e depositou sua fé nEle.



Apesar das suas reservas, Havelock começou a sentir que Gardner, Martyn e Scott estavam corretos e que depositar a sua fé no Senhor Jesus Cristo talvez pudesse satisfazer as suas mais profundas necessidades. Enquanto Gardner lhe mostrava as passagens mais importantes da Bíblia, Havelock veio a conhecer um Salvador misericordioso que nunca deixava de ser compassivo e amável com aqueles que se aproximavam dEle com fé.



Henry Havelock teve uma carreira larga e distinguida na Índia. Combate na Primeira Guerra Anglo-Birmanesa, guerra contra Burma entre 1824 a 1826, na Primeira Guerra Anglo-Afegã entre 1838 a 1842, na Primeira Guerra Anglo-Sikh entre 1845 a 1846, e na invasão à Pérsia em 1856.



Distinguiu-se particularmente durante os motins na Índia em 1857, quando os regimentos nativos do exército britânico tomaram o controlo dessa área. De julho até novembro, ganhou doze batalhas contra os amotinados, apesar de em cada uma dessas ocasiões os combatentes inimigos os ultrapassarem em número. Seu filho Harry servia-lhe como seu secretário e assistente confidencial.



Ainda de maior satisfação que compartilhar as vitórias militares com seu filho, foi a vitória pessoal que obteve pelo testemunho da sua fé aos olhos do seu filho. O jovem Harry tinha chegado à Índia com a crença de que a fé pessoal de seu pai era um luxo desnecessário. Mas, conforme passava dia após dia ao lado do autor dos seus dias, chegou a convencer-se de que o êxito dele, não podia ser separado da sua confiança absoluta em Cristo como seu conselheiro e amigo. Finalmente em novembro de 1857 Harry aceitou o Salvador de seu pai como o seu próprio.



Quando as notícias das primeiras três vitórias de Havelock chegaram a Londres, foi promovido a major-general e nomeado “sir”. Sem que ele soubesse neste dia, 19 de novembro de 1857 a rainha Vitória outorgou-lhe o título de barão. Uns dias depois o parlamento votou para que lhe fosse atribuída uma pensão vitalícia tanto a ele como ao seu filho Harry.



Quando finalmente chegaram os periódicos de Londres à Índia nos quais estavam publicadas todas estas coisas, do que Havelock mais gostou, não foi que o seu nome era agora conhecido em toda a Inglaterra, mas sim que a nação o reconhecia como um general cristão.



No dia seguinte, depois de ter lido estes periódicos, Henry Havelock adoeceu de disenteria e morreu quatro dias depois nos braços de seu filho. Harry escreveu estas palavras a sua mãe: “O seu fim foi exatamente o de um homem que tinha sido aperfeiçoado por Deus”.



Henry Havelock fez saber ao mundo, que o segredo do seu êxito era a sua fé no Senhor Jesus Cristo. Devido à misericórdia e ao poder de Deus, pôde glorificá-Lo de uma forma que todos podiam ver. Por acaso, ser Cristão não faz diferença na forma como você desempenha o seu trabalho? Busca glorificar a Deus quando cumpre as suas responsabilidades?



Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:16, ARC, Pt)

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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