… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

2 de dezembro de 1860 • O missionário C. T. Studd tudo abandona por Cristo



2 de dezembro de 1860 O missionário C. T. Studd 
tudo abandona por Cristo

Charles Thomas Studd nasce neste dia, 2 de dezembro de 1860, em Spratton, Northallerton, na Inglaterra, e morre em 16 de julho de 1931 em Ibambi, no Congo Belga.

Seu pai, Edward Studd, converte-se numa campanha de D. L. Moody em 1877, e ele mesmo converte-se no ano seguinte. Estuda em Eton e Cambridge onde concluiu a licenciatura em filosofia e letras, em 1884, e destaca-se em ambas as instituições de ensino como jogador de criquet, fazendo parte da seleção nacional inglesa.

Embora tivesse uma prometedora carreira desportiva à sua frente, rico herdeiro, reparte a sua milionária herança, porquanto C. T. Studd enfatiza a vida de fé, crê que Deus provê para as necessidades dos cristãos, e assim deixa tudo para ser missionário, partindo para a China em 1885 para se unir à missão que tinha sido fundada por Hudson Taylor naquele país. Mas a enfermidade obriga-o a regressar à sua pátria em 1894, e dois anos depois parte para os Estados Unidos da América, onde trabalha durante vários anos até que uma nova recaída na sua saúde o faz regressar de novo a Inglaterra.

Entre 1900 e 1906 é pastor duma Igreja em Ootacamund, no sub-continente da Índia.

A sua chamada missionária para a África ocorre-lhe da forma o mais inesperada possível. Enquanto está em Liverpool em 1908, certo dia vê um cartaz que diz: Canibais querem missionários. Suspondo que havia um sentido duplo na frase, dirige-se à direção que estava indicada no cartaz, conhecendo desse modo o missionário Hermann Karl Wilhelm Kumm (1874-1930), que lhe fala da necessidade de levar o evangelho ao coração da África. E em 1910, desobedece ao conselho dos médicos, parte para a África onde funda a Missão Coração de África, que com o passar do tempo se torna no gérmen da posterior WEC (Cruzada de Evangelização Mundial), a qual se expande por muitos países do mundo. Pelos seus relevantes serviços no Congo, o rei dos belgas condecora-o em 1930 como Cavalheiro da Real Ordem do Leão.

Numa carta para sua casa, Studd lança um último olhar retrospectivo aos acontecimentos mais salientes da sua vida nestes termos:
Como creio que me estou aproximando agora da minha partida deste mundo, tenho tão somente umas poucas de coisas de que me regozijar e são estas:
1. Que Deus me chamou como missionário para a China e fui, apesar da maior oposição de todos meus seres queridos;
2. Que agi gozosamente da maneira como Cristo disse àquele jovem rico que fizesse;
3. Que respondendo à chamada de Deus, quando estava no vapor da linha Bibby em 1910, deliberadamente dei a minha vida para esta obra, que daí em adiante seria, não somente a evangelização do Sudão, mas a evangelização de todo mundo;
Os meus únicos gozos, pois, são que quando Deus me deu uma obra para fazer, não a recusei.”

O lema da vida de Studd foi: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifico poderá ser demasiado grande para que eu o não faça por Ele.”


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Fontes Utilizadas:

Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.

Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha



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