… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

15 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

15 de dezembro
 “E te fundarei sobre safiras.” (Is 54:11, ARC, Pt)

NÃO só o que se vê da Igreja de Deus, mas o que é inobservado, é formoso e precioso. Os alicerces, por exemplo, não se vêem, e, enquanto permanecem firmes, não é possível que possam ser susceptíveis de avaliação; não obstante, na obra de Jeová tudo forma um bloco, nada é desprezível, nada é insignificante. Os profundos alicerces da obra de graça são como safiras pela sua preciosidade; nenhuma mente humana pode medir a sua glória. Nós edificamos sobre o pacto de graça, que é mais firme do que o diamante e tão durável como as jóias sobre as quais os anos passam em vão. Os alicerces de safira são eternos e o pacto também permanece ao longo da vida do Todo-Poderoso. Outro alicerce puro e imaculado, eterno e formoso como a safira, é a pessoa do Senhor Jesus Cristo, que mistura num, o azul do profundo e agitado oceano com o azul-celeste que abarca todo o firmamento. Uma vez pôde o nosso Senhor ser comparado ao rubi, quando esteve coberto com o Seu próprio sangue, mas, agora, nós vemo-Lo radiante com o suave azul do amor, amor abundante, profundo, eterno. A nossa esperança eterna está fundada sobre a justiça e a fidelidade de Deus, que é clara e transparente como a safira. Nós não somos salvos por um compromisso, nem por uma graça que anule a justiça, nem por uma lei que suspenda as suas funções; não, nós desafiamos o olho de águia que descubra, se puder, sequer, uma falha no fundamento da nossa confiança; o nosso alicerce é de safira e resistirá ao fogo.



O Senhor, Ele mesmo, colocou o fundamento da esperança do Seu povo. Nós deveríamos inquirir seriamente para ver se as nossas esperanças estão cimentadas sobre essa base. As boas obras e as cerimónias não constituem um fundamento de safiras, mas de madeira, de feno e de folhagem; além disso, elas não foram postas por Deus, mas, pela nossa própria vanglória. Dentro de pouco, todos os fundamentos serão provados. Pobre daquele cuja alta torre se derrube com estrépito por havê-la cimentado na areia movediça! Aquele que está edificado sobre safiras, pode aguardar as tormentas ou o fogo com equanimidade, porque ele suportará a prova.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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