… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

2 de dezembro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest

2 de dezembro “A perfeição cristã”

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito...” (Fl 3:12, ARC, Pt)

É uma armadilha presumir que Deus quer fazer de nós espécimes perfeitos do que Ele pode fazer— o propósito de Deus é fazer-nos um com Ele mesmo. A ênfase dos movimentos santidade tende a ser que Deus está produzindo espécimes de santidade para colocar no Seu museu. Se tu aceitas este conceito de santidade pessoal, o propósito determinado da tua vida não será para Deus, mas para o que tu chamas a evidência de Deus na tua vida. Como podemos dizer, “nunca poderá ser a vontade de Deus que eu esteja doente”? Se a vontade de Deus foi moer o Seu próprio Filho (Isaías 53:10), por que não deveria Ele moer-te a ti? O que brilha e revela Deus na tua vida não é a tua consistência relativa a uma ideia do que um santo deveria ser, mas a tua relação genuína, viva com Jesus Cristo, e a tua devoção ilimitado para com Ele, quer tu estejas bem ou doente.

A perfeição cristã não é, e nunca poderá ser, a perfeição humana. A perfeição cristã é a perfeição de um relacionamento com Deus que se mostra verdadeiro, mesmo no meio dos aspectos aparentemente sem importância da vida humana. Quando obedeces ao chamamento de Jesus Cristo, a primeira coisa que te impressiona é a inutilidade das coisas que tu tens de fazer. O próximo pensamento que te abala o espírito é que outras pessoas parecem estar vivendo vidas perfeitamente consistentes. Tais vidas podem deixar-te com a ideia de que Deus é desnecessário— que através do teu próprio esforço humano e devoção podes alcançar o padrão de Deus para a tua vida. Num mundo caído isto nunca pode ser feito. Eu sou chamado a viver em tal grau uma relação perfeita com Deus a fim de que a minha vida produza um desejo ardente por Deus na vida das outras pessoas, não admiração por mim mesmo. Pensamentos sobre mim mesmo embaraçam a minha utilidade para Deus. O propósito de Deus não é o de aperfeiçoar-me para que eu seja um troféu na sua vitrina; Ele está levando-me ao lugar onde Ele me pode usar. Deixa que Ele faça o que queira.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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