… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

2 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

2 de dezembro
“Eis que tudo era vaidade.” (Ec 1:14, ARC, Pt)

NADA pode satisfazer o homem todo, salvo o amor do Senhor e o próprio Senhor mesmo. Os santos têm procurado ancorar em outras enseadas, mas foram expelidos de tão funestos refúgios. A Salomão, o mais sábio dos homens, foi-lhe permitido fazer experimentos em favor de todos nós e fazer por nós o que nós não devemos ousar fazer por nós mesmos. Aqui temos o seu testemunho, nas suas próprias palavras: “E engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhos neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho. E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do Sol.” “Vaidade de vaidades! É tudo vaidade.” O quê! Tudo é vaidade? Oh favorecido monarca, não há nada de valor em todas as tuas riquezas? Nada naquele vasto domínio que se estende do rio até ao mar? Nada nos magníficos palácios de Palmira? Nada na casa do bosque do Líbano”? Em toda a tua música e dança, no teu vinho e luxúria, não há nada? “Nada”, responde o monarca, “nada senão aflição espírito.” Este foi o seu veredicto quando ele tinha andado todo o caminho do prazer. Abraçar o nosso Senhor Jesus Cristo, permanecer no Seu amor e estar plenamente seguros da nossa união com Ele, isto é o tudo em tudo. Querido leitor, não precisas de tentar outras formas de vida para ver se elas são melhores do que a vida do cristão. Se percorreres o mundo inteiro não terá nenhuma visão semelhante à visão do rosto do Salvador. Se pudesses ter todas as comodidades da vida, mas se perdesses o teu Salvador, serias um miserável. Mas, se tu receberes Cristo, então, ainda que tu apodrecesses num calabouço, irias achá-lo um paraíso; e, ainda que tu vivesses na escuridão ou morresses de fome, irias sentir-te satisfeito, apesar de tudo, com o favor e a plenitude da bondade do Senhor.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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