… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de dezembro de 2016

25 de dezembro



C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

25 de dezembro
“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o Seu nome Emanuel.” (Is 7:14, ARC, Pt)

VAMOS hoje a Belém, e em companhia dos pastores e dos magos vejamos Aquele que nasceu Rei dos Judeus, pois nós, pela fé, podemos afirmar que temos parte nEle e podemos cantar: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu.” Jesus é Jeová encarnado, é nosso Senhor e nosso Deus; e, ao mesmo tempo, nosso irmão e nosso amigo. Adoremo-Lo e admiremo-Lo. Notemos, em primeiro lugar, a Sua milagrosa concepção. Nunca antes se ouviu que uma virgem concebesse e desse à luz um Filho. A primeira promessa diz assim: “A semente da mulher”, não diz fruto do homem. Já que a ousada mulher introduziu o pecado que nos trouxe como consequência o Paraíso perdido, ela, e apenas ela é a que por seu Filho nos introduz no Paraíso Recuperado. O nosso Salvador, ainda que era verdadeiro homem, era, quanto à Sua natureza humana, o Santo de Deus. Pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem sem a mancha do pecado original que pertence a todos os que são nascidos da carne. Inclinemo-nos reverentemente ante o santo Menino, cuja inocência devolve à natureza humana a sua antiga glória; e oremos para que Ele, que é a esperança da glória, possa ser formado em nós. Não deixemos de notar a sua humilde ascendência. A passagem desta manhã descreve a Sua mãe como uma simples “virgem”; não como uma princesa, ou como uma profetisa, ou como uma matrona de avultada fortuna. É certo que a sua linhagem não era desprezível, pois sangue de reis corria pelas suas veias; e que sua mente não era frágil nem ignorante, pois pôde cantar muito docemente um cântico de louvor, mas, apesar disto, quão humilde era a sua posição, quão pobre o homem de quem era prometida e quão miseráveis as comodidades oferecidas ao Rei recém-nascido!

Emanuel, Deus está connosco na nossa natureza, na nossa aflição, na obra da nossa vida, no nosso castigo, na nossa sepultura, e, agora connosco, ou antes, nós estamos com Ele na ressurreição, na ascensão, no triunfo e na Segunda Gloriosa Vinda.



Tradução de Carlos António da Rocha

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