… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de dezembro de 2016

25 de dezembro



 C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
25 de dezembro

“Sucedeu, pois, que, tendo decorrido o turno de dias dos seus banquetes, enviava Job, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos, segundo o número de todos eles; porque dizia Job: Porventura pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Job, continuamente.” (Jb 1:5, ARC, Pt)

O que o Patriarca fez de manhã cedo, depois das festas familiares, seria bom que o crente o fizesse para si mesmo, antes de se entregar ao repouso da noite. No meio da alegria de reuniões familiares é fácil cair em frivolidades pecaminosas e esquecer que somos Cristãos. Isso não deveria ser assim, mas, no entanto, é. Os nossos dias de festa raramente são dias de prazer santificado; pois muitas vezes degeneram em diversão ímpia. Há uma forma de regozijar-se que purifica e santifica como se alguém se banha-se nos rios do Éden. A gratidão santa deve ser um meio tão inteiramente santificante como o é a dor. Ai dos nossos pobres corações! Porque os factos demonstram que a casa do luto é melhor do que a casa de alegria. Vem, crente, em que pecaste hoje? Esqueceste a tua vocação? Pronunciaste palavras ociosas e usaste uma linguagem obscena? Então confessa o pecado e recorre ao sacrifício. O sacrifício santifica. O precioso sangue do Cordeiro que foi morto remove a culpa e limpa a contaminação dos pecados de ignorância e de negligência. Este é o melhor final de um dia de Natal: lavarmo-nos de novo na fonte purificadora. Crente, acerca-te continuamente a este sacrifício. Se ele é eficaz para esta noite, sê-lo-á para todas as noites. Viver perto do altar é o privilégio do sacerdócio real. Para aqueles que constituem este sacerdócio, o pecado, apesar de ser grave, não é, contudo, motivo para desespero, pois os tais se acercam de novo à vítima expiatória e limpam as suas consciências das obras mortas.



Alegremente eu termino este dia festivo,

agarrando o altar de pontas santificadas;

Meus deslizes e falhas são lavadas,

Todas as minha transgressão o Cordeiro tem suportado.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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