… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

28 de dezembro de 1942 • A fé de John Francis Willfinger era real



28 de dezembro de 1942 A fé de 
 
John Francis Willfinger era real



Os japoneses invadiram a ilha de Bornéu em 1492. Para escapar de serem capturados John Francis Willfinger (na foto), Richard Lenham e a sua esposa, três missionários da Aliança Missionária Cristã, fugiram para a selva para ir viver com os cristãos da tribo “muruto.”



Willfinger era um perito em linguística, e estava antecipando a sua próxima licença e esperando ir ver de novo a sua noiva, Mary McIlrath.



Em julho de 1942, os três missionários souberam que um grupo de europeus tinha sido capturado pelos soldados invasores japoneses. Por causa disso, os três missionários mudaram-se para uma outra povoação na parte norte da ilha de Bornéu. Quando lá chegaram, souberam que outros três missionários da Aliança Missionária Cristã que trabalhavam no leste da ilha de Bornéu tinham sido feitos prisioneiros pelos japoneses.



Willfinger e os Lehman, dadas as circunstâncias, começaram a pensar que talvez mais tarde ou mais cedo, seriam descobertos e presos pelos soldados japoneses. Pouco depois, apareceu na povoação onde eles estavam, em 19 de setembro um mensageiro dos soldados invasores japoneses com uma lista das pessoas que eram procuradas pelos japoneses, e os nomes dos três constavam nela. O mensageiro advertiu veementemente os pacíficos aldeões que quem quer que que estivesse acolhendo os fugitivos seria severamente castigado.



“Ficai!” - rogavam-lhes os cristãos “murutos.” “Levá-los-emos para um esconderijo aonde eles não vos possam encontrar.”



Os três missionários discutiram o que deviam fazer e finalmente chegaram a uma decisão. Disseram aos seus anfitriões: “Vocês não vão mentir aos japoneses. É melhor nós entregamo-nos do que obrigar-vos a serdes desobedientes à Palavra de Deus.”



Willfinger deu esta explicação numa missiva que escreveu dirigida a “Quem quer que receba esta carta.” Nela escreveu: “Cremos que podíamos ter-nos escondido e não seríamos encontrados, mas isto teria o risco de envolver neste risco estes cristãos ‘murutos’ que têm sido tão bondosos connosco, e que estão desejosos de nos esconder... Por conseguinte havemos decidido comparecer ante o inimigo, confiando em Deus no resultado final.”



Anexou à carta uma lista dos nomes e direções dos seus entes queridos, suplicando a quem a recebesse que “bondosamente dissesse à sua noiva e aos seus familiares que os amava profundamente.”



Os missionários decidiram separar-se. Willfinger desejava visitar várias Igrejas nas tribos do leste ilha de Bornéu antes de se entregar aos japoneses. Os Lenhams, tomaram consigo a sua preciosa tradução da Bíblia, e se encaminharam para uma aquartelamento japonês no norte da ilha.  Vários dias depois foram  conduzidos para um campo de concentração japonês e aí imediatamente feitos prisioneiros. A senhora Lenham milagrosamente pôde esconder o manuscrito do Evangelho do Marcos debaixo das suas roupas húmidas no varal quando os guardas revistavam os quartos das mulheres. Um soldado descobriu o Evangelho de Mateus que estava nam posse do irmão Lenham, mas depois da guerra, ele conseguiu reavê-lo, havendo-o encontrado intacto num monte de lixo. Ambos os Evangelhos foram publicados para o povo murus, pela Sociedade Bíblica Britânica (A British and Foreign Bible Society).



Willfinger completou o periélio da sua viagem missionária e entregou-se aos japoneses no Dia de Consoada, (A Consoada é celebrada em Portugal, na noite do dia 24 de dezembro, a véspera de Natal) e quatro dias depois, neste dia, 28 de dezembro de 1942, foi executado.



Depois do fim da II Guerra Mundial, a Bíblia de John Willfinger foi descoberta e dentro do forro da capa ele tinha escrito um poema, que dizia:



Não é um simples homem, o Cristo que eu conheço,

Mas sim é muito maior que todos os outros.

Dia a dia, abraça-me com amor entre os Seus braços.

Dia a dia o Seu poder sustenta-me,

Tudo o que é Deus isso é,

Esse homem de Nazaré para mim.



Não é um simples homem Aquele que pode fortalecer-me e sustentar-me

E afugentar toda a minha dor,

Amparando-me muito entre os Seus braços.

Quando tiver que enfrentar a morte cara a cara,

Tudo o que é Deus,

O Cristo invisível é para mim.



No fim do poema, escreveu ainda : “Aleluia! Isto é real!”



Amigo/amiga: a sua fé é real? É verdadeira? Quando John Francis Willfinger (25 de novembro de 1910-28 de dezembro de 1942) aos 32 anos enfrentou a morte, ele certificou-se de que as promessas de Deus são seguras e verdadeiras. Você pode achar o mesmo.



Os caminhos de Deus são perfeitos e as promessas do Senhor são dignas de confiança. Deus protege os que nEle confiam. Pois não há outro deus, além do Senhor, nem rochedo de protecção além do nosso Deus!” (2Sm 22:31 e 32, BPT, Pt)


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Fontes Utilizadas:

Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.

Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha



Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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