… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

30 de dezembro de 1993 • Finalmente, Israel e o Vaticano de acordo



30 de dezembro de 1993 Finalmente, Israel e o Vaticano de acordo

O Papa Pio X abafou toda e qualquer ideia de ajudar a trazer os Judeus para Israel

O líder sionista, Theodore Herzl, encontrou-se com o Papa Pio X, em janeiro de 1904 e solicitou o apoio da Igreja Católica Romana para que apoiasse as aspirações judaicas sobre o seu regresso à sua terra natal, Israel. O Papa foi directo. “Os Judeus não reconheceram o nosso Senhor, portanto, nós não podemos reconhecer o povo Judeu.”



Assim estiveram as relações entre o Estado do Vaticano e Israel durante 99 anos. A partilha da Palestina sob o patrocínio das Nações Unidas só teve a aprovação do Vaticano porque Jerusalém permaneceria sob controlo internacional. Em 1948, Israel conquistou a sua independência e, consequentemente, a maioria das nações do mundo reconheceram o Estado de Israel.



Para o Vaticano, no entanto, o reconhecimento da nação de Israel só seria possível se três questões fundamentais fossem resolvidas: as fronteiras de Israel deviam ser solidificadas; o ‘status’ de Jerusalém devia ser resolvido; os católicos que viviam nos países árabes deviam ser protegidos contra a reacção de qualquer negócio com Israel.



As conversações e negociações não obtiveram resultados por muitos anos. O desbloqueamento da situação veio com o Papa João Paulo II, um pontífice que contornou muitos obstáculos. O facto de que Israel estava na posse de Jerusalém e que tinha iniciado as negociações com os palestinos oleou a máquina diplomática.



Em 1992, o Vaticano e Israel combinaram um concordo. Os negociadores começaram a trabalhar para forjar os termos do acordo. Eles prepararam um texto em Hebraico e Inglês. Neste dia, 30 de dezembro de 1993, o Vaticano e Israel assinaram o Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel (Fundamental Agreement Between the Holy See and the State of Israel).



Naturalmente, o Vaticano queria proteger a propriedade da Igreja Católica e ter acesso aos tradicionais locais sagrados em Israel. No caso mais impressionante da história, Deus tornou-Se homem e andou pelos caminhos poeirentos e pelas ruas de pedra numa pequena nação do Médio Oriente. Os locais sagrados pretendem assinalar os eventos da Sua vida. O Vaticano também queria proteger os direitos dos seus correligionário Católicos, e também ter liberdade própria para os ensinar e para poder treiná-los. Os artigos do Acordo concedia-lhes estes objetivos.



Ambas as partes prometeram defender a liberdade dos direitos humanos e o direito de culto. Ambos lamentaram o anti-semitismo. Israel concordou em manter o “status quo” em locais de culto que haviam pertencido à Igreja Católica Romana. Intercâmbios académicos e trocas de manuscritos antigos foram incentivados. A igreja Católica foi autorizada a exercer as suas obras de caridade e de moral e a ter o direito a possuir propriedades, em Israel.



Relações diplomáticas foram iniciadas logo que o acordo foi assinado. “Na sequência da entrada em vigor, e imediatamente após o início da execução do presente Acordo Fundamental, a Santa Sé e o Estado de Israel vão estabelecer relações diplomáticas a nível de Nunciatura Apostólica, por parte da Santa Sé, e de Embaixada, por parte do Estado de Israel.” Israel havia recebido o reconhecimento da Igreja Católica Romana que há tanto tempo desejava.

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Fontes Utilizadas:

Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.

Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha



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